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A presidência do Ibama suspendeu na manhã desta quarta-feira a autorização dada ao Greenpeace para transportar a tora de castanheira que foi apreendida pela população local de Castelo dos Sonhos, no oeste do Pará, sob influência de madeireiros. O Greenpeace pediu ao governo federal uma cópia do documento que revoga a autorização de transporte da árvore, mas até o momento nada foi enviado. Ao time de campo, o Ibama comunicou que a autorização havia sido suspensa e imediatamente ordenou ao motorista que retirasse a árvore do local e a devolvesse ao local de origem.
O motorista do caminhão se recusou e deixou a carreta no centro da cidade, seguindo ordens dos madeireiros. Neste momento, os madeireiros organizam um protesto, juntamente com a população local, exigindo que a árvore fique na cidade. Eles afirmam que os ativistas não deixarão à cidade enquanto dois representantes não forem enviados para o local para pedir desculpas à população.
O grupo de oito pessoas foi cercado na terça-feira à tarde por aproximadamente 300 pessoas, incluindo dezenas de madeireiros, caminhões, pick-ups e motocicletas. Eles tentam impedir que os ativistas do Greenpeace saiam da cidade com a tora de 13 metros de castanheira (Bertholletia excelsa), que estava sendo transportada para uma exposição no sudeste do país.
A árvore seria parte da exposição itinerante “Aquecimento Global: Apague essa Idéia”, organizada pelo Greenpeace, para aproximar a realidade da Amazônia de milhares de brasileiros que nunca tiveram a oportunidade de ver a floresta de perto. A árvore, queimada ilegalmente em terras públicas no oeste do Pará, simboliza a rápida destruição da Amazônia e seria exibida em locais de grande visitação pública em São Paulo e no Rio de Janeiro para chamar a atenção da população sobre a necessidade urgente de zerar o desmatamento na Amazônia e, assim, contribuir para reduzir as emissões brasileiras de gases que provocam o aquecimento global. Os governadores de São Paulo, José Serra (PSDB), e do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), já confirmaram presença quando a exposição chegar em seus estados.
Fonte: Greenpeace

A pressão do Greenpeace e de diversas entidades da sociedade civil conseguiu interromper, pelo menos por ora, as discussões no Congresso do projeto “Floresta Zero”, que altera o Código Florestal trazendo conseqüências nefastas para a Amazônia e outras regiões do país. A votação do projeto de lei número 6.424, de 2005, de autoria do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), prevista para esta quarta-feira, foi suspensa na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados.
As organizações ambientalistas e vários deputados, entre eles Paulo Teixeira (PT-SP), Sarney Filho (PV-PA), Edson Duarte (PV-BA), Fernando Gabeira (PV-RJ), Luis Carreira (DEM-BA), Juvenil Alves (sem partida-MG) e Ricardo Trípoli (PSDB-SP), denunciaram os equívocos da proposta e afirmaram que não havia condições para discutir e muito menos votar o projeto enquanto as opiniões da sociedade civil não fossem levadas em consideração. Foi estipulado então um prazo de 10 sessões da Câmara dos Deputados para que o projeto volte a ser apreciado na Comissão de Meio Ambiente. Esperamos que até lá seja possível corrigir os graves erros do projeto, que levariam o país a ter várias regiões sem floresta.
O projeto já foi aprovado pelo Senado, para onde volta depois de ser votado na Comissão de Meio Ambiente da Câmara. Em seguida, será encaminhado para sanção presidencial.
Fonte: Greenpeace
