Uma grande ação de mobilização da sociedade brasileira vem sendo feita, pedindo que o Plano Nacional de Energia 2030 mantenha a matriz elétrica do Brasil limpa e aplique técnicas de eficiência energética para diminuir a demanda por eletricidade.

O maior vilão das mudanças climáticas no mundo é o setor de energia, responsável por 37% de todas as emissões de gás carbônico, o que significa 23 bilhões de toneladas de CO por ano, mais de 700 toneladas por segundo.Por enquanto, a matriz energética brasileira é considerada uma das mais limpas do planeta. Apesar de o país estar em 4º lugar no ranking mundial dos emissores de gases do efeito estufa, 75% desta poluição vêm do desmatamento e não da produção energética. O Brasil ainda tem servido de exemplo para outros países no que diz respeito às emissões derivadas da queima de combustíveis fósseis.

Esta atual posição brasileira deve ser mantida para que a produção de energia, tão necessária ao desenvolvimento do país, não se torne também uma fonte poluidora com efeitos desastrosos no futuro. Com vento em abundância, muita matéria-prima para produzir biomassa, sol à vontade e enorme potencial para reduzir desperdícios por meio da eficiência energética, o Brasil pode e precisa servir de modelo.

Em setembro de 2006, o WWF-Brasil e parceiros lançaram o estudo Agenda Elétrica Sustentável 2020. A pesquisa indica uma série de medidas que se forem implantadas pelo governo brasileiro devem gerar economia de R$ 33 bilhões em investimentos, geração de oito milhões de empregos, diminuição do desperdício de energia em até 38% da expectativa de demanda e estabilização das emissões dos gases causadores do efeito estufa e vai afastar o fantasma de novos apagões.

Fonte: WWF-Brasil 

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