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Escrevi um tempo desses sobre uma forma de eutanásia praticada livremente em nossa “cidade verde”, silenciosamente, porém aos olhos de todos. Infelizmente tenho que voltar ao assunto.
Já tão decantada aos quatro cantos do país, nossa condição de segunda cidade mais verde do mundo deve estar ameaçada. Inobstante algumas árvores e palmeiras plantadas pela prefeitura, há a mania de se cortar, pelo pé, uma planta adoecida. Ou seja, está doente? Mata! Eutanásia forçada, sem direito à opção.
Agora chamo a atenção de todos para o bucólico Largo da Gameleira. Lembram daquela frondosíssima homônima, que, de tão grande e exuberante deu nome ao largo? Morreu à míngua, sem direito a tratamento. Cadê os nossos agrônomos?…Embora desfigurado e desfalcado de um de seus monumentos originais, o largo continuou a ser chamado como tal. E restaram duas gameleiras menores. Belas também, agora saudosas.
Como as plantas parecem precisar da convivência de suas semelhantes – quiçá sentem solidão – a companhia do mar, com sua brisa afável e renovadora, não foi suficiente para matar as saudades da gameleira que foi morta.
E eis que de banzo adoece sua vizinha irmã, que ainda vive um pouco adiante. Alguém já reparou? Duvido muito. Quantas e quantas pessoas passam por ali diariamente e nem sentem o cumprimento carinhoso de sua já fragilizada sombra… Como o cotidiano e a rotina nos tornam indiferentes à própria vida…
A gameleira está lá, doente, perdendo folhas, e ninguém vê, ninguém diz nada. Pouco mais resolvem derrubá-la, a pretexto da segurança dos homens, que continuam se achando superiores aos outros seres vivos… E então, das três irmãs restará só uma, sabe Deus até quando. Até quando? Ah… até o dia em que a raça humana se vir numa aridez irreversível e poluída, sem ter o que o que comer, sem água p’ra beber, e sem a sombra de uma árvore. Talvez nesse dia deixemos de pensar que somos os “tais”, embora será tarde demais para se lembrar das gameleiras…

Germano Romero

A decisão anunciada hoje pelo governo federal de dividir o Ibama em dois órgãos inspira cuidado e preocupação, devido à falta de debates e de informações disponíveis para a sociedade. A reestruturação do órgão já era algo discutido e desejado pela sociedade há muito tempo. Porém, é preciso lembrar que esta mudança está sendo feita no momento em que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, acusam o Ibama de ter uma “atitude pouco eficiente” em relação aos licenciamentos ambientais.

Devemos ter em mente que o licenciamento ambiental é um instrumento de avaliação da viabilidade de uma obra e deve ser feito de forma séria, transparente e participativa, como prevê a legislação do país. O licenciamento deve poder julgar se a obra é ou não viável ambientalmente para o país e contribuir para a melhoria do desenvolvimento do projeto. Todas as obras de infra-estrutura devem ser analisadas com profundidade, pois afetam ecossistemas inteiros, a vida de pessoas e, muitas vezes, o clima de todo o planeta.

Fonte: WWF-Brasil

O WWF-Brasil, Greenpeace, Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), Petrobrás e Votorantim assinam hoje, terça-feira, 24 de abril, um Pacto de Ação em Defesa do Clima. O objetivo é promover a adoção de ações que assegurem a continuidade do desenvolvimento econômico, contribuam para reduzir as emissões de gases de efeito estufa na atmosfera. As ações deverão contemplar aspectos como a valorização de uma matriz energética limpa, o estímulo à inovações tecnológicas, à introdução de hábitos de consumo mais sustentáveis e à criação de mecanismos políticos, jurídicos e econômicos que, por meio de um processo participativo e transparente, permitam o estabelecimento de uma agenda pró-ativa e construtiva no País.

O Pacto de Ação em Defesa do Clima propõe o engajamento de toda a sociedade brasileira – governos, empresas e entidades civis – na luta contra o aquecimento global, através da implementação de ações capazes de transformar a realidade e difundir soluções e exemplos positivos, estabelecendo uma Política Nacional de Mudança Climática baseada em 10 itens:

1 – O fim do desmatamento, garantindo maior governança nas florestas, por meio de políticas de combate ao desmatamento na Amazônia, na Mata Atlântica e em outras regiões florestais brasileiras, e o fortalecimento das instituições responsáveis pela implementação e fiscalização;
2 – Fomento a iniciativas que pretendam incorporar à matriz energética brasileira, de forma sustentável, energia proveniente de fontes renováveis, aproveitando as imensas potencialidades do País nessa área;
3 – Conscientização da sociedade quanto aos efeitos adversos da mudança do clima, bem como quanto às medidas que estão sendo tomadas para reduzir nossas emissões;
4 – Identificação das vulnerabilidades do País à mudança climática, inclusive no que diz respeito à biodiversidade, e definição das medidas de adaptação necessárias;
5 – O estabelecimento de metas de redução de emissões que as empresas e o País podem adotar e a formalização de uma posição internacional mais ativa e comprometida com a redução da emissão de gases de efeito estufa, envolvendo instituições públicas, privadas e da sociedade civil;
6 – Ampliação da Comissão Interministerial de Mudanças do Clima, assegurando a participação ativa de outros setores da sociedade, como empresas e organizações da sociedade civil, inclusive na definição da posição brasileira em fóruns internacionais relacionados ao tema;
7 – Pesquisas que promovam o valor econômico da nossa biodiversidade;
8 – Consideração e priorização das questões sócio-ambientais, inclusive a mudança climática, nos programas e ações dos Planos Plurianuais;
9 – Estimular a disseminação de exemplos positivos, tais como programas de eficiência energética e a ampliação do uso sustentável de combustíveis provenientes de fontes renováveis;
10 – Fomentar o desenvolvimento de um mercado nacional para energias limpas, como solar, eólica, pequenas centrais hidroelétricas e outras.

Fonte: WWF-Brasil

Da Amazônia ao Himalaia, diversas maravilhas da natureza estão ameaçadas de destruição se a temperatura do planeta continuar aumentando no ritmo atual. Não basta cobrar dos governos que passem a emitir menos gases causadores do aquecimento global e a reduzir o desmatamento ilegal, mas é preciso atuar diretamente nas áreas afetadas pelos impactos das mudanças climáticas e nas comunidades que moram nesses locais.

Assim como, no Brasil, a Amazônia está ameaçada pela seca e sua vegetação pode ser completamente transformada, deixando de ser a exuberante floresta para se transformar em cerrado, em outros lugares do mundo, há várias regiões importantes sofrendo com o aquecimento do planeta como a morte dos corais na Grande Barreira, na Austrália. Na China, o rio Yangtse está sofrendo com falta d´água porque as geleiras continuam a recuar.

Nossos vizinhos na América do Sul, Argentina e Chile, estão correndo o risco de perder a floresta Valdivia por causa do aumento da incidência das queimadas nas florestas. As árvores de lá têm cerca de três mil anos.

Embora a adaptação aos impactos das mudanças climáticas possa salvar alguns ecossistemas, outros só podem escapar se os governos tomarem medidas drásticas e imediatas.

Fonte: WWF-Brasil

O Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), órgão ligado às Nações Unidas, divulgou hoje um relatório apontando um cenário devastador sobre os principais impactos do aquecimento global no meio ambiente e na economia, caso medidas concretas para diminuir o aumento da temperatura do planeta não forem adotadas. No Brasil, há impactos significativos em vários lugares como na Amazônia, no semi-árido nordestino e nas regiões litorâneas.

Neste segundo relatório, o IPCC demonstra claramente que os impactos das mudanças do clima estão batendo à nossa porta neste momento e só tendem a piorar. O nível dos oceanos já está subindo e, com isso, 100 milhões de pessoas que vivem a menos de um metro acima do nível do mar estão correndo o risco de perder suas casas. As populações da Índia e da China podem passar fome por causa do declínio na produção de alimentos como conseqüência do aquecimento global. Os mananciais de água doce, que abastecem milhões de pessoas no mundo estão em risco, aponta o relatório. Na região Amazônica, por exemplo, as pessoas podem ser afetadas por temperaturas ainda mais altas no verão em algumas regiões, por um aumento na freqüência de secas severas como a de 2005 e pela transformação da floresta em uma vegetação muito mais aberta, parecida com o cerrado, especialmente na região leste. No nordeste brasileiro, as temperaturas vão subir ainda mais, passando de uma região semi-árida para árida e comprometendo a recarga dos lençóis freáticos. No sudeste, a precipitação vai aumentar com impacto direto na agricultura e nas inundações e deslizamentos de terra.

Mesmo com todos esses alertas, este relatório é a penas a ponta do iceberg. Os impactos das mudanças climáticas estão alterando a química do planeta, causando extinção e migração das espécies e comprometimento dos serviços ambientais prestados pela natureza. Além disso, o aumento da temperatura e a mudança nos padrões das chuvas prejudicam especialmente o desenvolvimento econômico e social de nações em desenvolvimento.

Já não há dúvidas que não podemos mais ignorar o aquecimento do planeta e que ele trará enchentes, secas e outros desastres, tendo como uma das conseqüências, a fome. Os países mais pobres, e menos responsáveis pelas emissões dos gases causadores das mudanças climáticas, são os que mais sofrerão, já que dispõem de menos recursos para investir em infra-estrutura de adaptação aos impactos do aquecimento global.

O seleto grupo de cientistas que compõem o IPCC, disseram claramente que alguns dos impactos das mudanças climáticas são inevitáveis, mas ainda existe tempo para proteger a humanidade de algumas das conseqüências mais desastrosas. Essa reação deve vir como parte de uma rápida mudança nas estratégias globais visando evitar emissões significativas de CO.

Lembrando sempre que, o Brasil é o 4º maior emissor global de gases do efeito estufa, com mais de dois terços de suas emissões vindas das queimadas e do desmatamento.

Fonte: WWF-Brasil

No dia 06 de abril o Painel Intergovernamental de Mudanças do Clima (IPCC), órgão vinculado à ONU, divulgará, em Bruxelas, o resultado do 2º grupo de trabalho sobre impactos, da adaptação e da vulnerabilidade do planeta às mudanças climáticas. O documento vai analisar as conseqüências para o meio ambiente, a agricultura, as florestas, a pesca, a saúde das pessoas e dos animais e avaliará a capacidade dos homens de se prevenirem contra desastres naturais.

O Painel Intergovernamental de Mudanças do Clima (IPCC) foi criado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e pela Organização Meteorológica Mundial em 1988 com o objetivo de avaliar as informações científicas, técnicas e socioeconômicas relevantes para a compreensão das mudanças do clima, seus impactos e as opções para mitigação e adaptação. Até hoje, foram produzidos três relatórios pelo IPCC e o último foi lançado em 2001. Cada documento é formado por revisões de pesquisas feitas por 2.500 cientistas em todo o mundo. Eles se dividem em três grupos de trabalho e elaboram o relatório por temas. Esses grupos divulgam seus resultados separadamente e depois juntam os trabalhos num grande relatório final.

No dia 2 de fevereiro, o IPCC divulgou, em Paris, o resultado do primeiro grupo de trabalho do seu 4º relatório. O documento tratava da ciência das mudanças climáticas e afirmava que há 90% de certeza de que os homens são os causadores do acúmulo de gases de efeito estufa na atmosfera, os gases que provocam o aquecimento global.

É preciso que os países se comprometam com um programa global de segurança climática e energética com o objetivo de aumentar a eficiência energética e as fontes de energia renováveis não convencionais. Tornou-se imprescindível que os governos fechem um acordo sobre como deverá ser a segunda fase do Protocolo de Quioto, já na próxima conferência da ONU sobre clima, que acontecerá em Bali, em dezembro. A União Européia já deu o exemplo ao se comprometer a reduzir as emissões de gás carbônico em pelo menos 20% e até 30% até 2020.

É preciso ainda que os governos preparem seus países para enfrentar as conseqüências do aumento na temperatura do planeta até agora, como a intensificação das tempestades tropicais, secas, enchentes, aumento do nível do mar e os impactos econômicos sobre a agricultura e a geração de energia hidroelétrica, afora todas as suas conseqüências sociais.

Fonte: WWF-Brasil 

Rerum Natura Creatix

[Latim]: A Natureza é a
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