No dia 06 de abril o Painel Intergovernamental de Mudanças do Clima (IPCC), órgão vinculado à ONU, divulgará, em Bruxelas, o resultado do 2º grupo de trabalho sobre impactos, da adaptação e da vulnerabilidade do planeta às mudanças climáticas. O documento vai analisar as conseqüências para o meio ambiente, a agricultura, as florestas, a pesca, a saúde das pessoas e dos animais e avaliará a capacidade dos homens de se prevenirem contra desastres naturais.

O Painel Intergovernamental de Mudanças do Clima (IPCC) foi criado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e pela Organização Meteorológica Mundial em 1988 com o objetivo de avaliar as informações científicas, técnicas e socioeconômicas relevantes para a compreensão das mudanças do clima, seus impactos e as opções para mitigação e adaptação. Até hoje, foram produzidos três relatórios pelo IPCC e o último foi lançado em 2001. Cada documento é formado por revisões de pesquisas feitas por 2.500 cientistas em todo o mundo. Eles se dividem em três grupos de trabalho e elaboram o relatório por temas. Esses grupos divulgam seus resultados separadamente e depois juntam os trabalhos num grande relatório final.

No dia 2 de fevereiro, o IPCC divulgou, em Paris, o resultado do primeiro grupo de trabalho do seu 4º relatório. O documento tratava da ciência das mudanças climáticas e afirmava que há 90% de certeza de que os homens são os causadores do acúmulo de gases de efeito estufa na atmosfera, os gases que provocam o aquecimento global.

É preciso que os países se comprometam com um programa global de segurança climática e energética com o objetivo de aumentar a eficiência energética e as fontes de energia renováveis não convencionais. Tornou-se imprescindível que os governos fechem um acordo sobre como deverá ser a segunda fase do Protocolo de Quioto, já na próxima conferência da ONU sobre clima, que acontecerá em Bali, em dezembro. A União Européia já deu o exemplo ao se comprometer a reduzir as emissões de gás carbônico em pelo menos 20% e até 30% até 2020.

É preciso ainda que os governos preparem seus países para enfrentar as conseqüências do aumento na temperatura do planeta até agora, como a intensificação das tempestades tropicais, secas, enchentes, aumento do nível do mar e os impactos econômicos sobre a agricultura e a geração de energia hidroelétrica, afora todas as suas conseqüências sociais.

Fonte: WWF-Brasil 

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