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O Grupo HSBC lança hoje, 30 de maio, em âmbito mundial, o “Climate Partnership”, programa ambiental para responder às urgentes ameaças das mudanças climáticas em todo mundo. Com investimento de U$ 100 milhões e duração de cinco anos, o programa terá ações desenvolvidas pelos parceiros WWF, The Climate Group, Earthwatch Institute e Smithsonian Tropical Research Institute (STRI). O HSBC Climate Partnership será focado em quatro pontos estratégicos: defesa dos recursos hídricos; mitigação dos impactos do CO em grandes metrópoles; pesquisa de biodiversidade em florestas tropicais e engajamento pessoal para mudança de atitude dos indivíduos em todo mundo.

O programa se propõe a identificar e estimular o desenvolvimento de novos negócios sustentáveis nas áreas dos biocombustíveis, da energia renovável e eficiência energética, do manejo florestal e dos assuntos relativos à água. O WWF-Brasil pretende incentivar o uso sustentável de biocombustíveis como forma de reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Uma das preocupações da instituição, entretanto, é com a ameaça de um crescimento desordenado das culturas necessárias ao biocombustível, que pode induzir ao desmatamento e ameaçar a segurança alimentar, na medida em que estas culturas substituam a área hoje cultivada com alimentos, lembrando que no Brasil, a maior causa da emissão de CO é justamente o desmatamento. Esta deve ser a opção do Brasil para gerar emprego, promover o desenvolvimento e, ao mesmo tempo, cuidar dos recursos naturais e se preparar para os efeitos das mudanças climáticas.

A parceria com o HSBC pode conduzir a uma mudança global, considerando que o banco é uma das mais importantes instituições financeiras do mundo e está elaborando linhas de ação que orientarão seus investimentos de forma a considerar critérios ambientais e sociais.

Fonte: WWF-Brasil

A implementação de medidas de eficiência energética, ou seja, o uso racional de energia, ainda é tímida nos países do G8 + 5, o grupo dos 8 países mais desenvolvidos e dos 5 maiores países em desenvolvimento. Esses países são responsáveis por 85% das emissões globais de gases do efeito estufa, e seus líderes se reúnem em Heiligendamm, na Alemanha, na próxima semana. No grupo do G8 + 5 há um enorme potencial para aplicação de técnicas de eficiência energética em diversos setores, dentre eles, geração de energia elétrica, calefação e refrigeração, construção civil e transporte. O setor de energia, por exemplo, é um dos que mais emitem gases causadores do efeito estufa no mundo, responsável por aproximadamente 37%, ou mais de 700 toneladas por segundo.

O mais recente relatório da rede WWF mostra o potencial existente em cada um dos países do G8 + 5 e quais as políticas que podem ser adotadas para reduzir suas emissões de gases do efeito estufa. A utilização deste potencial de eficiência energética é uma das melhores saídas para combater o aquecimento global. As recomendações da rede WWF estão focadas principalmente nos setores de energia, transporte e construção civil. Para a reunião do G8 em Heiligendamm, a Alemanha sugeriu um aumento de 20% na eficiência energética para cada um desses setores até 2020, comparado ao ano de 2005.

O documento mostra que os países que compõem o G8 + 5, e o Brasil está entre eles, têm um potencial ainda maior na área de eficiência energética e que as metas são técnica e economicamente possíveis para todos os países. O relatório estima que o potencial para o setor de transporte é de 25% a 50%, na área de construção, de 30% a 45% e de energia de 4% a 45% até o ano de 2030, dependendo do país, mas mostra que os cinco países em desenvolvimento analisados têm políticas de eficiência energética, mas são tímidas e podem ser melhoradas.

Em nosso país, o WWF-Brasil aponta que as técnicas de eficiência energética têm o potencial de reduzir em até 38% a demanda por eletricidade até 2020, e juntamente com a expansão de energias renováveis não-convencionais – como biomassa, eólica e termosolar –, podem representar uma economia de R$ 33 bilhões para o bolso dos cidadãos brasileiros. Além disso, é preciso que o Brasil continue investindo em energias limpas e reverta a tendência de crescimento de termelétricas baseadas na queima de combustíveis fósseis.

Lembrando que o G8 + 5 é o grupo dos países mais desenvolvidos e em desenvolvimento responsáveis por 85% das emissões de gases do efeito estufa. Fazem parte do G8: Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos, tendo a União Européia como observadora. O G5 é composto por: Brasil, China, Índia, México e África do Sul.

Fonte: WWF-Brasil 

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Começou em abril um projeto de monitoramento de quelônios na bacia do Rio Amazonas. Foram colocados rádios-transmissores nos cascos de duas tartarugas, na região dos lagos da Ilha de São Miguel (Pará). A iniciativa, inédita na Amazônia, é executada pela Universidade Federal do Pará (UFPA) com apoio do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) e do WWF-Brasil, e envolve três espécies: tartarugas (Podocnemis expansa), tracajás (Podocnemis unifilis) e pitiús (Podocnemis sextuberculata). O objetivo do projeto é monitorar a distribuição, o crescimento, os padrões de deslocamento e as áreas de vida dos animais. Em outubro, período de reprodução das tartarugas, serão colocados rádios em cerca de 10 fêmeas, na mesma região do Pará.

A precisa definição dos padrões migratórios dos quelônios servirá de base para diversas ações, como a fiscalização para coibir a pesca predatória e elaboração de planos de manejo. Como conseqüência, as comunidades passariam a ter o poder de decidir normas para coleta de ovos e consumo dos animais dentro de uma quota que assegura a reposição das espécies, referendadas pelo instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A comunidade da Ilha de São Miguel participa diretamente da iniciativa, indicando com base na vivência dos pescadores a provável localização dos grupos de tartarugas, popularmente chamados de cardumes. Além dos quelônios, as ações do Projeto Várzea também envolvem o manejo dos jacarés tinga (Caiman crocodilus) e açu (Melanosuchus niger) e do pirarucu, considerado o maior peixe de água doce do planeta.

A Ilha de São Miguel é uma região pioneira na construção dos acordos de pesca, hoje regulamentados pelo Ibama. Na prática, isso significa que a pesca de diversas espécies deve obedecer a uma série de critérios definidos em consenso por pescadores locais, de modo a garantir a continuidade da atividade pesqueira aliada à conservação da biodiversidade. Os pescadores da região também foram pioneiros em trabalhos de manejo do pirarucu (Arapaima gigas). Os peixes foram monitorados por rádios-transmissores, gerando conhecimento para subsidiar as regras de manejo da espécie. A experiência ajudou no desenvolvimento do método de monitoramento dos quelônios.

O WWF-Brasil, no âmbito do Projeto Várzea, apóia a iniciativa financeiramente e por meio de capacitação técnica de pescadores e instituições para a gestão participativa dos recursos naturais.

Fonte: WWF-Brasil

Caminhando após um dia desses molhados pelas últimas chuvas, tive uma boa surpresa íntima ao descobrir um sentimento novo, com raízes de instinto. No calçadão do Cabo Branco reinava aquela calmaria pós-chuva, com mar sereno, céu lavado e muitas mariposas ao redor das luzes nos postes.
Como de praxe, abundavam as tanajuras fazendo a festa no chão da calçada. E eis que ficou difícil caminhar. Descobri, gratificado que houve desenvolvido dentro de meus sentimentos ecológicos um instinto automaticamente acionado para protegê-las. Assim, caminhei desviando os passos com cuidado para não pisá-las.Legal descobrir isso, não? A sabedoria humana de tanto se aconselhar com a ecologia e a ciência absorveu enfim a idéia que na Natureza tudo tem a sua função. Inclusive as tanajuras.
Lembrei da infância, quando na construção vizinha os pedreiros comiam bunda de tanajura frita com farinha. Das brincadeiras de se amarrar linha na cintura das bichinhas para controlar o seu vôo. Mas, parece que antigamente havia mais tanajuras. Qualquer chuvinha chamava-nas aos montes. Hoje há menos, daí minha surpresa no calçadão.
Entretanto, a surpresa maior foi quando, pouco mais, avistei uma vovó que segurava na mão de sua neta, que caminhava em cima dos bancos de tijolo. Ao me aproximar pude ouvi-la instigando a garota a matar as tanajuras pisando em todas. – “Mata, Priscila! Mata, Priscila!”.
Que pena. Fiquei desapontado por demais. Tão satisfeito que eu vinha com a recente descoberta dos instintos de proteção aos bichos que desenvolvi sem me aperceber… E dar de cara com a vovó mandando a netinha pisar em todas as tanajuras, que absolutamente não fazem mal a ninguém…
Só a idade daquela senhora, vivida em tempos em que não se teciam considerações à ecologia, poderia justificar sua atitude insensível. Os tempos de agora não mais se afinam com destruição de plantas e animais, poluição, ou qualquer outro tipo de agressão à Natureza. Espero sinceramente que aquela garotinha, ao crescer, se desvie logo dessa educação errada que anda recebendo. É nas crianças que dorme a esperança de que a consciência da preservação natural seja desenvolvida cada vez mais. Se não for no seio doméstico que seja nas escolas, longe das vovós que incentivam suas netinhas a pisar nas tanajuras. E ao invés de dizerem “mata Priscila”, advirtam educando: “cuidado Priscila! “Cuidado para não pisar nas bichinhas. Elas têm o mesmo direito de viver que você!”
Ainda resta uma esperança que não se toque fogo em madeira, nessas noites vindouras, que homenageam santos mas não são santas. Que incoerência glorificar um santo, obviamente um espírito superior, com tanta agressão às riquezas divinas da Natureza. Poluir o ar, destruir árvores, soltar bombas, como ainda estamos atrasados! Que compaixão devem sentir pela raça humana os santos Pedro, Antônio e João. Vai ver que, em prece, eles continuam a pedir perdão como fez Jesus: “Pai, perdoai-vos. Eles não sabem o mal que fazem”…

Germano Romero

A Rede Brasileira de Educação Ambiental (REBEA) lança na próxima terça-feira (22/05) a segunda edição de sua revista semestral, com apoio do Programa de Educação Ambiental do WWF-Brasil. O evento de lançamento da publicação acontece no Centro de Excelência em Turismo da Universidade de Brasília, a partir das 19 horas. A revista apresenta textos e artigos sobre as variadas frentes de atuação da REBEA, que compreendem , entre outros, a formulação de redes e a formação de educadores.

A Rede Brasileira de Educação Ambiental teve origem no ambiente dos Fóruns de Educação Ambiental promovidos em São Paulo nos anos 90, por uma articulação de ongs, universidades e órgãos governamentais. É uma das redes mais antigas do país. Seu objetivo é promover o diálogo e a ação integrada de educadores brasileiros.

Fonte: WWF-Brasil 

É possível atender a demanda energética global de maneira limpa e sustentável até 2050 e evitar que o planeta sofra ainda mais com as mudanças climáticas. Esta é a conclusão do novo relatório da Rede WWF, intitulado “Soluções Climáticas: a Visão do WWF para 2050”, lançado globalmente em 15 de maio de 2007, na sede do WWF Internacional, em Gland, na Suíça. O documento indica que as tecnologias e as fontes de energia sustentáveis conhecidas e disponíveis atualmente são suficientes para vencer o desafio de deter o aquecimento do planeta. Ainda há tempo suficiente para desenvolvê-las e empregá-las.

O relatório apresenta uma combinação de seis soluções para atingir o crescimento estimado da demanda por serviços energéticos. Ao mesmo tempo, traz soluções que podem evitar os impactos mais perigosos das mudanças do clima, com a utilização de fontes de energia social e ambientalmente benignas. A curto prazo, as medidas incluem diminuir a demanda por energia aplicando técnicas de eficiência energética, o que poderá reduzir anualmente até 39% a demanda projetada de energia. Neste cenário, o combate ao desmatamento é crucial para o sucesso, pois possibilita reduções rápidas nas emissões de gases do efeito estufa garantindo o tempo necessário para as mudanças no modelo energético. O desenvolvimento de biocombustíveis sustentáveis, como o álcool de o biodiesel, e a aplicação ordenada de tecnologias de baixa emissão são apontados como estratégias de médio prazo e devem estar em vigor pleno até 2020.

O documento aponta que a adoção deste conjunto de soluções, como o uso de biomassa, de energia solar e eólica e eficiência energética torna dispensável a construção de novas usinas nucleares. O alto custo de implantação, as emissões e resíduos radioativos, os riscos de segurança e a proliferação de seus impactos são pontos negativos que superam os benefícios positivos dessa tecnologia.

Outra opção de geração de energia que vem sendo discutida no Brasil é a construção de grandes usinas hidrelétricas, como as do Rio Madeira. O problema dessas grandes obras é que o impacto é imenso tanto na vida das populações do entorno, quanto no meio ambiente. Podemos evitar de causar um impacto desses, já que temos como resolver a demanda elétrica do Brasil com outras fontes, limpas, sustentáveis e renováveis.

Também existem implicações sociais e ambientais que devem ser consideradas na produção de biocombustíveis. O documento aponta que a bioenergia só poderá atingir toda sua capacidade se produzida de maneira sustentável. A biomassa para energia produzida em áreas recentemente desmatadas, por exemplo, é considerada insustentável.

Os próximos cinco anos são absolutamente importantes. Se levarmos mais do que isso para tomar as decisões necessárias, é provável que seja tarde demais para iniciarmos um processo de transição sustentável capaz de impedir um aquecimento global maior que 2ºC. O Brasil pode ser uma liderança positiva neste processo, a sociedade está participativa e debatendo as opções, mas ainda falta, como sempre, vontade política de nossos governantes.

Fonte: WWF-Brasil 

O relatório divulgado nesta sexta-feira pelo Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas (IPCC), órgão ligado à ONU mostra claramente que é possível deter o aquecimento global se o processo de redução das emissões for iniciado antes de 2015. De acordo com o documento, para salvar o clima do nosso planeta, a humanidade terá de diminuir de 50% a 85% as emissões de CO até a metade deste século.

O relatório do terceiro grupo de trabalho do IPCC demonstra ser possível estancar o aquecimento do planeta. Para o Brasil, um dos maiores problemas na emissão de gases causadores das mudanças climáticas é o desmatamento. As queimadas oriundas da destruição das florestas significam 75% das emissões brasileiras. Sobre esse tema, o documento do IPCC aponta que 65% do potencial florestal de mitigação, isto é, o que pode ser feito nas florestas para reduzir o aquecimento global, está localizado nos trópicos. Mais da metade pode ser resolvida apenas com o combate ao desmatamento ilegal.

No que diz respeito às emissões da área de energia, o Brasil precisa continuar investindo em energias limpas e reverter a tendência de crescimento de termelétricas baseadas na queima de combustíveis fósseis. É necessário também diversificar a matriz com fontes renováveis não convencionais como biomassa, eólica e termosolar. Aplicar técnicas de eficiência energética para reduzir o desperdício de eletricidade é fundamental em todos os setores como industrial, comercial e residencial. O uso de veículos mais eficientes é uma maneira de reduzir as emissões no setor de transportes, principalmente se abastecidos com biocombustíveis como o álcool ou o biodiesel, produzidos de maneira planejada e sustentável. Outra solução mostrada no relatório para reduzir a poluição nesse setor é trocar o uso de rodovias, sistema largamente utilizado no Brasil, por ferrovias, além de que o transporte público deve ser melhorado e incentivado.

Fonte: WWF-Brasil 

Rerum Natura Creatix

[Latim]: A Natureza é a
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