Mesmo a despeito da indiferença humana, dos políticos e administradores públicos, o meio ambiente continua sendo assunto sério e preocupante. Preocupante para alguns. Os que enxergam longe, os que vêem mais, os que têm a sensibilidade apurada, e “em apuros”.
O que temos visto, lido e ouvido, nos reporta a uma irresponsabilidade generalizada em relação à Natureza. Poluem-se os rios, os mares, os lagos. Corta-se madeira sem controle, milhares de fogueiras juninas são queimadas anualmente, ninguém se preocupa com a destruição das matas e do oxigênio.
Camada de ozônio, “efeito estufa”, são expressões que só enfeitam noticiários e livros escolares, sem serem aprendidas, nem apreendidas. E a água, rico néctar que ainda nos resta, está se acabando e ninguém se incomoda.
Li em um suplemento da Folha de São Paulo dados impressionantes sobre o futuro da água em nosso planeta. Segundo o relatório, a quantidade total do precioso líquido é de 93% nos mares e oceanos, 6% em geleiras, mas apenas 1% de água potável! E ainda poluímos o pouco que temos para beber…
Caso não haja contenção e utilização racional, a ONU prevê que em 25 anos faltará água. A nossa responsabilidade no Brasil é imensa, visto que possuímos 10 % do total do planeta. A bacia amazônica abriga um terço da água da Terra.
Reiterando sua importância, vale lembrar que 70 % do nosso corpo é feito de água. E que, segundo o suplemento da Folha, cada ser humano consome em média 126 mil litros em vida.
Temos que nos lembrar disso sempre que dela fizermos uso, seja ao fazer a barba, lavar as mãos, ou tomar banho. Não dá para deixar torneira aberta enquanto se ensaboa. Já basta o mau exemplo dos big brothers. Revisem vazamentos, revejam as lavagens, enfim, economizem. Água é vida. E por falta dela poderemos estar morrendo muito em breve.

Germano Romero 

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