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Seis mil balões biodegradáveis preencheram o gramado em frente ao Congresso Nacional simbolizando 6 milhões de toneladas de gases do efeito estufa emitidos pelo Brasil a cada dia. O evento foi organizado pelo WWF-Brasil como parte das ações para o Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado em 05 de junho. Logo após, representantes da organização foram recebidos pela Frente Parlamentar Ambientalista e entregaram uma série de propostas sobre como podemos enfrentar o aquecimento global.

A ação teve como objetivo principal alertar governos, empresas e sociedade civil para o desafio das mudanças climáticas e lembrar: com a união de todos podemos deter o aquecimento global. As mudanças climáticas estão cada vez mais evidentes e trazem problemas cada vez mais graves. No entanto, a união entre sociedade civil e governos além do engajamento de cada um de nós, é o caminho para enfrentarmos o problema. Cientistas de 100 países que compõem o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, do inglês) concordam em que o aquecimento global já provoca mudanças no planeta. Segundo os relatórios, 1 bilhão de pessoas na Ásia são ameaçadas pelas secas ou enchentes e 175 milhões de crianças sofrerão todos os anos pela próxima década – 50 milhões a mais do que na última década.

Embora o Brasil tenha uma matriz energética baseada em hidrelétricas, considerada mais limpa, nosso país figura em 4º lugar entre os maiores emissores de gases estufa. A principal razão desta posição é o desmatamento da Amazônia e as queimadas que representam 75% das emissões brasileiras. A cada ano, em todo o mundo, áreas de florestas equivalentes ao território de Portugal são destruídas. O desmatamento é responsável por 18% das emissões globais de gases responsáveis pelo efeito estufa.

Fonte: WWF-Brasil

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Em meio a todos os alertas e relatórios sobre o aquecimento global, as mudanças climáticas resultantes dele e seus reflexos na vida de todos nós, quase me passou despercebida outra notícia, também nada boa.
Segundo o jornal londrino “Financial Times”, o aquecimento global pode fazer subir, e bastante, nada menos que o preço da cerveja! Vocês já pensaram nisso? Logo imaginei que seria devido ao aumento da procura pela loura gelada, gerado pela elevação da temperatura mundo afora ou, ainda, pelo aumento das tarifas da energia consumida para mantê-la na temperatura ideal. Embora isso também possa ocorrer, o alerta não foi em função de nada disso. A verdade não é tão simples assim.
O que vem ocorrendo é que muitos agricultores, especialmente na Europa, estão trocando suas plantações de cevada por milho, canola ou soja, grãos com elevado potencial energético, ideais para gerar o tão cobiçado biocombustível.
Então, apreciadores da cerveja nossa de cada dia, uni-vos e vamos todos ajudar a frear o aquecimento global. Já! Mas o que, cada um de nós, cervejeiros ou não, pode fazer?
Informe-se das causas e conseqüências das mudanças climáticas e divulgue o tema junto ao maior número possível de pessoas; economize energia e torne-se um consumidor eficiente, substituindo as lâmpadas incandescentes, apagando luzes e desligando equipamentos e aparelhos que não estejam sendo usados. Adquira aparelhos domésticos que consumam menos energia elétrica; dê uma folga para o seu carro, substituindo-o, em pequenas distâncias, pela caminhada ou pela bicicleta, ou pelo transporte coletivo, quando necessário; use de modo responsável o abastecimento de água, evitando o desperdício; reutilize e recicle o quanto puder, gerando menos lixo.
Procure divulgar, apoiar e participar de ações que promovam o combate ao desmatamento; compre apenas móveis feitos com madeira certificada; cobre que governo e empresas invistam em alternativas de geração de energia e que sejam utilizadas apenas as fontes de energia limpas e renováveis; pressione o poder público da sua cidade a aderir a programas e projetos de combate à emissão de gases de efeito estufa (dióxido de carbono, metano e óxido nitroso) e exija que o seu prefeito participe do programa “Cidade Amiga da Amazônia”, de iniciativa do Greenpeace, e elimine a compra e o uso em sua cidade, de toda a madeira explorada de forma criminosa e predatória.
Parece muito, mas não é. São coisas simples que irão fazer com que cada um de nós deixe de ser parte do problema e passe a fazer parte da solução. Vamos ajudar nosso planeta a sobreviver e aí comemorarmos o futuro. E que os cervejeiros de plantão possam brindar esse sucesso, com a sua bebida preferida. E na temperatura ideal!
Saúde!

Tavinho Caúmo

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Publicado no jornal “Correio da Paraíba”, em 07 de junho de 2007.

A Conservação Internacional, o Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo, a Fapesp e o CNPq lançam na próxima segunda-feira (11 de junho) a publicação “Peixes de água doce da Mata Atlântica: lista preliminar das espécies e comentários sobre conservação de peixes de água doce neotropicais”. É a primeira vez que uma lista deste tipo é realizada. Para cada uma das 309 espécies, há dados sobre distribuição, habitats e estado de conservação. 267 destas espécies são endêmicas da Mata Atlântica e 49 estão oficialmente ameaçadas de extinção. Com várias ilustrações dos peixes, a obra inclui também recomendações sobre a criação e ampliação de áreas protegidas como parques estaduais, nacionais e reservas.

Fonte: SOS Mata Atlântica

Em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho), o Bradesco Capitalização realiza nesta terça-feira a distribuição de 200 mil mudas de espécies nativas da Mata Atlântica, em parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica. Pequenos exemplares de ipê, jacarandá, pau-viola e araucária serão entregues em ruas de São Paulo, junto aos pontos de distribuição dos jornais Destak e Metro. O Bradesco Capitalização é parceiro da SOS Mata Atlântica desde 2004 e já viabilizou, por meio do título Pé Quente Bradesco SOS Mata Atlântica, o plantio de 20 milhões de árvores em áreas degradadas do Bioma.

Fonte: SOS Mata Atlântica

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