O Grupo de Trabalho de Manejo Florestal Comunitário (GT-MFC), composto por representantes de povos indígenas, quilombolas, extrativistas e ribeirinhos, entregou neste domingo (15 de Julho), uma carta à ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, com uma série de reivindicações do setor. O documento foi entregue em Rio Branco (AC), na abertura da conferência Manejo e Empreendimentos Florestais Comunitários, promovida pela Organização Internacional das Madeiras Tropicais (ITTO, sigla em inglês).

Na carta, as lideranças relataram os principais entraves à prática do manejo florestal comunitário no país, levantadas em reuniões do GT-MFC, além de propor soluções para os problemas apontados. O grupo classificou como principais obstáculos falta de regularização fundiária em várias regiões, despreparo de órgãos públicos para trabalhar o manejo reconhecendo técnicas e conhecimentos das populações locais, demora na análise e aprovação de planos de manejo, problemas de infra-estrutura, e relações injustas entre empresas madeireiras e comunidades.

Os signatários propuseram a construção, com ampla participação de representantes de comunidades e organizações sociais, de uma política nacional de apoio ao manejo florestal comunitário. O Grupo de Trabalho de Manejo Florestal Comunitário (GT-MFC) foi constituído em 1998 por organizações que trabalham na assessoria ao manejo florestal comunitário. O WWF-Brasil, assim como a FASE-Pará, desempenham o papel de facilitadores nas discussões do grupo.

Fonte: WWF-Brasil

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