Com vistas a alavancar e qualificar as iniciativas de recuperação florestal do Corredor de Biodiversidade do Nordeste, serão realizados dois seminários sobre a restauração florestal para a Mata Atlântica da região. Os eventos serão no dia 31 de julho em João Pessoa (PB), no Teatro Armando Monteiro Neto (Rua Rodrigues Chaves, 90, Centro) e no dia 1 de agosto em Recife (PE), na sede do Sindaçucar-PE (Avenida Cais da Alfândega, 130, Bairro do Recife). Os encontros são promovidos pelo Sindaçucar-PE (Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool), a AMANE (Associação para a Proteção da Mata Atlântica do Nordeste), o CEPAN (Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste) e o Sindálcool-PB (Sindicato da Indústria de Fabricação de Álcool e Etanol da Paraíba). O evento é gratuito e a entrada é aberta ao público.

O evento conta com a participação de especialistas que abordarão a situação da Mata Atlântica no Nordeste e os modelos de restauração florestal, assim como apresentarão experiências locais e nacionais em andamento. A programação inclui a participação de Dorinha Melo, da Amane, que falará sobre mobilização e parceria para a restauração da Mata Atlântica nordestina. Marcelo Tabarelli comentará a importância e estratégias de conservação do bioma. As experiências do Diálogo Florestal para a Mata Atlântica e seu potencial de replicação em outros setores serão apresentadas por Miguel Calmon, da The Nature Conservancy (TNC). E Ricardo Ribeiro Rodrigues, da Esalq/USP, contribui com a apresentação da adequação ambiental das usinas do Estado de São Paulo. Em João Pessoal, além de todos estes especialistas, o encontro será encerrado por Edmundo Barbosa, do Sindalcool, que comenta ações de reflorestamento e o projeto do setor sucroalcooleiro na Paraíba.

O Corredor de Biodiversidade do Nordeste compreende o Centro de Endemismo Pernambuco, ou seja, a área de Mata Atlântica ao longo da costa dos Estados de Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas. A área de vegetação remanescente do Corredor abriga 2.124,12 km2 de florestas, o que corresponde a 3,76% da vegetação original. A Mata Atlântica é reconhecida internacionalmente como uma das regiões prioritárias para a conservação da biodiversidade em todo o continente americano, devido a sua alta riqueza biológica aliada aos endemismos da sua fauna e flora. A Mata Atlântica abriga, também, uma alta riqueza de espécies ameaçadas e raras entre mais de 20.000 variedades de plantas, anfíbios, répteis, aves e mamíferos. É o segundo maior bloco de floresta na região neotropical (depois da Amazônia), e cobria uma faixa contínua de terra ao longo da costa Atlântica brasileira, além de porções do Paraguai e da Argentina. A AMANE é uma associação civil, sem fins lucrativos e fins não econômicos, cujo objetivo institucional é a proteção da Mata Atlântica do Nordeste, considerando seus aspectos físicos, bióticos e antrópicos. Para o cumprimento do seu objetivo, a AMANE promove ações de conservação da biodiversidade e de desenvolvimento sustentável. O CEPAN é uma organização nacional conservacionista, de caráter científico, que tem como missão principal a conservação da diversidade biológica brasileira desenvolvendo ações como a prospecção de novas áreas de extrema importância biológica, inventários biológicos, divulgação de informações científicas, programa de estímulo à criação de RPPN’s e programa de proteção de espécies ameaçadas, viabilizando a criação de corredores e unidades de conservação.

Fonte: SOS Mata Atlântica 

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