Aqueles cidadãos que se preocupam com a preservação do nosso verde e, sobretudo, com a manutenção do valioso título de “Cidade mais Verde do Brasil”, têm opinião uníssona e unânime contra o corte indiscriminado de árvores que se observa, vez em quando, aqui na capital.
Está na hora de se unirem os poderes públicos municipal e estadual, a exemplo da recente parceria proposta para assistir a comunidade moradora do bairro do Bessa, em virtude de agravamento de problemas estruturais urbanos. Agora precisamos proteger nosso verde.
Não custará nada. É só fazer cumprir a lei que exige uma pré-avaliação dos motivos que levam alguém a derrubar um árvore, mesmo que ela esteja dentro de seus domínios privados ou na calçada de casa. Uma árvore, por si só, já é patrimônio público pelos benefícios que proporciona à saúde do planeta e ao conforto da humanidade, dando-lhe, de graça, sombra, beleza e oxigênio.
Ocorre que o Reino Vegetal é terrivelmente menosprezado pela sociedade. Enquanto os animais – racionais ou não – têm direito a tratamento médico, as árvores de nossa cidade são vítimas permanentes de cruel eutanásia, sem dispor de nenhuma assistência por parte dos botânicos, agrônomos, engenheiros florestais ou seja lá qual for o profissional cujo diploma lhe outorga essa função.
A qualquer ameaça de doença, derrubam-se árvores, castanholas e gameleiras centenárias que faziam parte da História, como as que existiam no Largo em Tambaú. Outras tombaram em frente ao Restaurante Casa Rosa e na esquina das avenidas Navegantes e Nego, recentemente.
E a desculpa que se vê na televisão e nos jornais são simplórias justificativas de que “estavam doentes”, “estavam ameaçando a segurança”. É preciso que se ateste, preliminarmente, em parecer emitido por autoridade competente, se as razões realmente existem ou não. E, somente mediante autorização oficial, permita-se a poda ou o corte, se não houver outro jeito.
Já vimos cortarem-se árvores inteiras somente porque estavam “atrapalhando” a visão do estabelecimento comercial pelos transeuntes. E mesmo que estejam as castanholas, mangueiras ou gameleiras com algum mal de saúde, por que não se lhes dão direito a um tratamento?

Germano Romero 

Anúncios