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Matéria publicada pela revista The Economist revela que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), agência da ONU responsável por fiscalizar usinas nucleares, não tem condições de fiscalizar as usinas nucleares existentes – muito menos as que virão. A situação atual é a seguinte: 31 países já operam com reatores nucleares e, desde 2005, outros 15 demonstraram interesse em produzir esse tipo de energia. O aumento na demanda só facilita a possibilidade de desvio de material nuclear, durante seu transporte ou descarte, e a AIEA não tem estrutura, nem condições financeiras, para fiscalizar todo esse processo e evitar furtos e desvios de material radioativo.
Um estudo realizado no Centro de Políticas de Não-Proliferação (NPEC) descobriu falhas de monitoramento nos sistemas de segurança utilizados. Em um novo relatório, o diretor do Centro, Henry Sokolski, argumenta que os inspetores nucleares das Nações Unidas recebem muito pouco pelo trabalho que devem executar. Além disso, os parâmetros de avaliação estariam desatualizados e alguns pontos seriam simplesmente impraticáveis.
A remuneração desses inspetores é o menor dos problemas. O estudo mostra que a quantidade de material nuclear utilizável para fins bélicos (seja urânio enriquecido ou plutônio separadamente), cresceu muito mais rápido do que os fundos disponíveis para a sua proteção. Novos métodos e tecnologias aumentaram a eficiência das inspeções, mas o diretor da AIEA, Mohamed EL Baradei, reclama que seus fundos não cobrem nem os custos atuais, chegando a pedir contribuições voluntárias, principalmente aos Estados Unidos. A única coisa que a Rússia e os Estados unidos concordam agora, é que a AIEA precisa de mais dinheiro.

Fonte: Greenpeace 

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