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Mais uma boa notícia na dura batalha diária que temos contra os transgênicos: o projeto de lei propondo a liberação comercial no Brasil das sementes ‘terminator’ não passou pela Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados. Antes de ir para o plenário, para votação, o projeto deverá ser avaliado pelas comissões de Agricultura e Constituição, Justiça e Cidadania. Se não for rejeitados por ambas, será arquivado – e essa é a nossa expectativa. Mesmo que chegue ao plenário, o polêmico projeto de lei ficará entre os últimos a serem apreciados, em uma longa lista de textos não-prioritários.
O relator do projeto de lei é o deputado Gervásio Silva (DEM/SC), ruralista de carteirinha, assim como o deputado Eduardo Sciarra (DEM/PR), que foi quem o propôs. Ambos afirmam que as sementes estéreis servem ao “desenvolvimento científico e tecnológico da agricultura nacional”, mas escondem que a tecnologia tem um alto e irreversível impacto na agricultura, que só interessa às empresas detentoras das patentes.
A lógica de empresas como a Monsanto é simples: como é muito difícil controlar cada produtor que planta sementes transgênicas, para impedir que ele plante as sementes que ele próprio colheu (sem pagar royalties) -, a empresa quer garantir, pela via biológica, que a semente colhida não germine e que o produtor compre novas sementes todos os anos. Mas isso tem um custo ambiental muito alto que não podemos aceitar.

Fonte: Greenpeace 

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