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Durante a reunião da CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) realizada hoje, diversas gestantes protestaram contra a liberação do milho transgênico da Bayer. As manifestantes querem saber por que os cientistas da comissão ignoraram, em sua análise, questões que podem colocar em risco a saúde de gestantes, lactantes e bebês. Elas também foram fazer um apelo para que CTNBio não repita a mesma falta de responsabilidade na análise dos próximos pedidos de liberação comercial de variedades geneticamente modificadas.
A preocupação das manifestantes surgiu depois que a Anvisa (Agência Nacional da Vigilância Sanitária) encaminhou recurso ao Conselho Nacional de Biossegurança (CNBS) com diversos questionamentos sobre a segurança do milho transgênico da Bayer para consumo humano. Em seu recurso, a Anvisa afirma que “o processo de liberação comercial do milho da Bayer possui estudos inadequados e insuficientes para atestar a segurança alimentar e determinar os riscos à saúde pública da cultura geneticamente modificada”. Entre as irregularidades apontadas pela agência estão a falta de estudos toxicológicos ou de alergenicidade. Na opinião da Anvisa, a Bayer deve apresentar estudos sobre as conseqüências do consumo do produto transgênico para a saúde humana e, em especial para a amamentação.
As manifestantes demonstraram preocupação especial com a possibilidade de que os efeitos notados em cobaias filhotes – como aumento da taxa de mortalidade, mudança na composição do sangue, alterações nos rins e testículos – possam se repetir em bebês. Também destacaram um temor de que os resíduos de agrotóxico – que são maiores nas variedades transgênicas – e as bactérias inseridas no milho geneticamente modificado possam passar aos bebês por meio do leite materno. Segundo elas, as dúvidas levantadas pela Anvisa sobre a falta de segurança desse milho para a saúde humana são muito graves e não poderiam ter sido deixadas de lado pela CTNBio e consideram inaceitável que os membros dessa comissão coloquem a saúde de tanta gente em risco.

Fonte: Greenpeace

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