O Greenpeace China participou nesta segunda-feira do encontro ambiental ‘informal’ realizado na ONU com dezenas de chefes de Estado, e destacou em discurso que “os governos não podem se perder em retóricas e ações divergentes” neste momento, porque a situação é de emergência.
Reafirmou que cientistas e economistas estão divulgando fatos alarmantes que, ignorados, nos colocam a todos em perigo. O Protocolo de Kyoto é o único caminho para agirmos para valer contra as mudanças climáticas.
O Greenpeace está convocando os governos a entrarem em acordo por um “Mandato de Bali” no encontro Kyoto+ que discutirá na ilha indonésia, em dezembro, as novas demandas para se combater o aquecimento global. Esse acordo deve deixar claro a urgência das mudanças climáticas e defender os seguintes pontos:

* drásticos cortes de emissões de gases do efeito estufa pelos países industrializados;
* criação de novos mecanismos de mercado para trazer a ação de países em desenvolvimento contra as mudanças climáticas para dentro do sistema Kyoto;
* um fundo para promover uma
revolução energética baseada em energias renováveis e eficiência energética;
* uma redução nas emissões de carbono por meio da eliminação do desmatamento;
* pagamento pelos impactos das mudanças climáticas que não podem mais ser evitadas, especialmente no mundo desenvolvido.

A China já está agindo, já tendo estabelecido metas significantes de energia renovável e eficiência energética. No entanto, ainda precisa eliminar a sua dependência do carvão para a produção de energia e acelerar a capacidade de desenvolver projetos de energia solar e eólica, combatendo assim as mudanças climáticas de maneira alternativa e lucrativa.
Os chineses tem a capacidade de desenvolver 118GW de energia eólica e 25GW de energia solar fotovoltaica até 2020. De acordo com o Cenário Global Energético lançado pelo Greenpeace no início deste ano, investir numa geração de eletricidade renovável e em eficiência energética resultará numa economia de US$ 180 bilhões anualmente, além de cortar as emissões de CO2 pela metade até 2030.

Fonte: Greenpeace

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