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O navio Esperanza, do Greenpeace, atracou quarta-feira no porto de Naha, em Okinawa (Japão), trazendo um reforço de 28 mil mensagens de todo o mundo aos protestos locais contra as obras da Marinha americana que ameaçam o lar dos últimos peixes-bois japoneses – os dugongs. Para proteger essa e outras espécies em perigo, o Greenpeace defende a criação de reservas marinhas na região de Henoko e Ohura Bay.
No mês passado, os peixe-bois de Okinawa foram colocados no topo da lista vermelha de espécies ameaçadas elaborada pelo governo do Japão e agora enfrentam o que pode ser o último suspiro de sua sobrevivência. As obras promovidas pela Marinha dos Estados Unidos na ilha japonesa estão em desacordo com procedimentos que poderiam garantir a existência dos peixes-bois e outras espécies locais, promovendo a destruição de seus habitats. No último dia 3 de setembro, o Greenpeace Japão exigiu que o Ministério da Defesa do Japão rejeitasse imediatamente o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) apresentado para liberar a obra, considerando-o ilegal.
O Greenpeace afirmou que o governo japonês deveria ser mais sensível sobre como lidar com espécies ameaçadas e que as quase 30 mil mensagens recebidas pelo Greenpeace em campanha online serão enviadas aos ministros da Defesa e do Meio Ambiente do Japão.
O Esperanza será aberto ao público neste fim de semana (29 e 30 de setembro) no porto de Naha. No dia 1o. de outubro, o navio deixará o local e navegará até Nakagusuku Bay (cidade de Okinawa). A tripulação do Esperanza pretende se reunir com a população local que protesta contra um projeto de aterro da baía de Nakagusuku e em defesa das terras alagadas da região. O Esperanza ficará em Henoko até o dia 4 de outubro, retornando ao porto de Naha antes de seguir viagem para a Coréia no dia 6. 

Fonte: Greenpeace

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