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Às vésperas do cinqüentenário do segundo maior acidente nuclear mundial, ocorrido na cidade de Mayak, ao sul dos Urais, o Greenpeace Rússia lançou um relatório especial sobre os impactos atuais da tragédia. No dia do aniversário (29 de setembro), o Greenpeace se reunirá com a população local em um protesto na cidade mais próxima, Chelyabinsk. A ONG pede que a população que ainda vive em áreas contaminadas seja realocada e que a Rússia pare de importar e reprocessar ainda mais lixo nuclear estrangeiro do que já é processado hoje em Mayak.   
A explosão numa fábrica de processamento de material nuclear, em setembro de 1957, expôs 272 mil pessoas a radiações significativas. Meio século depois, Mayak é um dos lugares com índices de radioatividade mais altos no planeta e o acidente continua a ter um legado de devastação. Muitos milhares de pessoas não foram evacuados das áreas contaminadas. Nas vilas e cidades vizinhas, o índice de câncer na população é mais do que o dobro da média russa. Mas, ao invés de aprender as lições da tragédia, o governo russo aprovou uma legislação que o autoriza a importar combustível nuclear já usado de outros países para Mayak, resíduos que ficarão na fábrica de processamento para sempre.
Apesar da explosão ter sido o pior, este foi só um dos muitos acidentes na fábrica de Mayak, onde os desastres incluem lixo radioativo sendo derramado diretamente no Rio Techa, usado como fonte de água por milhares de pessoas.
O combustível nuclear estrangeiro processado em Mayak causou até hoje o derramamento de 3 milhões de metros cúbicos de líquido radioativo no meio ambiente. Mayak já reprocessou 1.540 toneladas de combustível nuclear usado de muitos países, incluindo a Hungria, Bulgária, Alemanha, Finlândia e República Tcheca.
O mundo tem de aprender as lições de Mayak e este aniversário deve servir como um chamado de alerta global sobre os impactos reais da energia nuclear, que o governo Lula tenta expandir no Brasil, com
a construção de Angra 3. Este tipo de energia enfraquece a possibilidade das reais soluções de combate às mudanças climáticas, ao desviar recursos dos investimentos necessários em tecnologia renováveis e eficiência energética, que o planeta precisa tão urgentemente para lidar com a crise climática.

Fonte: Greenpeace

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Inaugurado nesta sexta-feira em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, o prédio do Centro Turístico Municipal é a primeira obra pública do Brasil 100% amiga da Amazônia. Nele foi usada apenas madeira amazônica certificada pelo Conselho de Manejo Florestal (FSC, na sigla em inglês), reduzindo o impacto ambiental e também os custos do projeto.
A iniciativa é fruto de um compromisso assumido pela prefeitura local com a União Protetora do Ambiente Natural (Upan) e o Greenpeace, que criou em 2003 o programa Cidade Amiga da Amazônia, destinado a ajudar municípios e estados de todo o país a eliminarem o consumo de madeira extraída de forma ilegal ou predatória na Amazônia.
O prédio inaugurado pelo prefeito Ary Vanazzi abriga o Centro de Informações Turísticas da Rota Romântica da Serra Gaúcha, que tem seu marco zero em São Leopoldo e abrange outros 11 municípios.
A redução do impacto ambiental do centro turístico de São Leopoldo foi pensada desde a concepção do projeto. Captação da água da chuva, aproveitamento da iluminação natural, ventilação e aquecimento espacialmente planejados também contribuíram para baratear os custos. Segundo a empresa responsável pela obra, Sawaya Construções e Incorporações, a obra custou menos da metade de um projeto que usassem matéria-prima convencional, não certificada. Os orçamentos oferecidos pelos fornecedores locais eram mais que o dobro que o da madeira certificada que foi comprada diretamente de uma empresa certificada no Pará e que mesmo com o pagamento do transporte da madeira certificada do Pará até Rio Grande do Sul e a compra de ferramentas adequadas para tratar o material, a obra ficou bem mais em conta.
A certificação florestal FSC é independente e adota critérios aceitos internacionalmente. O selo oferece ao consumidor a melhor garantia de que a atividade madeireira ocorre de maneira legal e não acarreta a destruição das florestas, além de ter origem em uma operação socialmente justa e economicamente viável.
O Greenpeace afirmou que a concretização dessa obra pioneira demonstra que tanto o poder público quanto a iniciativa privada podem contribuir com a preservação de nossas florestas, consumindo seus recursos de forma responsável.
Preservar nossas florestas, suas comunidades e a biodiversidade é dever de todo cidadão e obrigação do poder público.

Fonte: Greenpeace

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O presidente George W. Bush discursou nesta sexta-feira durante o encontro promovido por ele na capital americana entre os países mais poluidores do mundo e em nada contribuiu para ajudar na redução do aquecimento global. Ele defendeu a criação de um fundo internacional para o desenvolvimento de tecnologias limpas de geração de energia e reafirmou sua posição de não aceitar um estratégia global para combater as mudanças climáticas.
A confiança de Bush que a tecnologia e o engajamento voluntário dos países poderá salvar o planeta é falsa e perigosa. Sem um compromisso concreto dos países industrializados com cortes de emissões de gases do efeito estufa, conforme negociações realizadas dentro do Protocolo de Kyoto, teremos chances muito reduzidas de enfrentar o problema adequadamente.
Para o Greenpeace, o presidente Bush conseguiu provar mais uma vez que está na contra-mão da história e da opinião pública internacional, quando insiste em “salvar” o planeta com mágica tecnológica que permitirá manter o insustentável padrão de consumo americano e a
continuidade da geração de energia suja como carvão, óleo e nuclear.
Mas a boa notícia é que cada vez mais a indústria e os estados americanos estão ignorando seu presidente e se juntando a luta contra o aquecimento global.
Na quinta-feira, ativistas do Greenpeace e outras três ONGs – entre eles o diretor-executivo do Greenpeace EUA, John Passacantando -, foram presos na sede do Departamento de Estado americano, em Washington, durante protesto contra a reunião promovida por Bush.
Lamentavelmente, a reunião de Washington não justificou nem as emissões de carbono dos vôos utilizados pelas delegações presentes.
Precisamos de cortes efetivo nas emissões dos gases de efeito estufa e precisamos já. A ciência é clara – precisamos reduzir as emissões globais até 2015 e isso tem que acontecer dentro do Protocolo de Kyoto.

Fonte: Greenpeace

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