Nesta terça-feira (2 de outubro), um encontro binacional promovido paralelamente ao 2º Congresso Latino-americano de Parques Nacionais e Outras Áreas Protegidas, em Bariloche, na Argentina, reuniu gestores dos parques argentinos e brasileiros para discutir as concessões de serviços, bastante desenvolvida no país vizinho e ainda embrionária no Brasil. A iniciativa, liderada pela Fundação SOS Mata Atlântica, reuniu representantes de ONGs como a Conservação Internacional, a Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, o Instituto de Pesquisas Ecológicas (Ipê), o Gambá-Bahia, integrantes do Ministério do Meio Ambiente no Brasil, do Ibama, do Instituto Chico Mendes, do Parque Nacional do Itatiaia, da Secretaria Estadual do Meio Ambiente de São Paulo e outras áreas protegidas brasileiras.
A Argentina tem cerca de 35 parques e 700 serviços comerciais habilitados dentro deles. 40% destes serviços estão no Parque Nacional Nahuel Huapi, localizado em volta de Bariloche. Entre os demais parques nacionais, há alguns com muitos serviços também, outros apenas com uma pequena concessão e outros sem serviço algum.
As concessões para a comercialização de serviços dentro dos parques podem ser realizadas por licitações detalhadas aprovadas pelo órgão ou aprovações mais diretas e rápidas, dependendo da característica e do porto do serviço em questão. As autoridades acatam o princípio de precaução e quando há uma atividade turísticas em um novo local, como rafting em um rio antes não explorado, mantém as concessões bem limitadas e vão acompanhando o desenvolvimento até que se possa ampliar. Os guias turísticos devem ser certificados e depois são também habilitados pela Administração de Parques Nacionais.

Fonte: S.O.S. Mata Atlântica 

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