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O presidente da CNEN, Odair Dias Gonçalves, e representantes do Ministério de Minas e Energia, desistiram de participar da audiência pública marcada para esta quinta-feira, dia 4, na Câmara dos Deputados, para debater a retomada das obras da usina Angra 3. Todas as ONGs ambientalistas e demais técnicos confirmaram presença, mas com a ausência dos que defendem Angra 3, o debate público ficou inviabilizado.
O governo fugiu do debate público na Câmara, mas no Senado o presidente da CNEN afirmou na última terça-feira, também em audiência pública, que o país deverá construir mais quatro usinas nucleares até 2030, além de Angra 3. O secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Márcio Pereira Zimmermann, disse que o Brasil trabalha “firmemente” para a retomada do programa de energia nuclear.
O Greenpeace lamenta que, apesar de todos os problemas de insegurança, falta de fiscalização e controle e infra-estrutura, apontados no relatório Fiscalização e Segurança Nuclear, publicado pelo Grupo de Trabalho da Comissão de Meio Ambiente, o governo insista em defender a retomada do programa nuclear. Isso vai representar bilhões de reais em gastos de dinheiro público num tipo de energia economicamente pouco competitiva e ambientalmente suja.

Fonte: Greenpeace

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