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A Indonésia é um dos países que mais perdem florestas nativas no mundo por desmatamento e o terceiro maior emissor de gases do efeito estufa, depois da China e Estados Unidos. Não à toa, portanto, foi escolhido pelo Greenpeace para receber a Base de Defesa da Floresta da organização, como parte de seu esforço internacional para proteger regiões de floresta e o clima, temas centrais das negociações que indicarão o futuro do Protocolo de Kyoto.
Situada na província de Riau, na ilha de Sumatra, a base ajudará ao Greenpeace documentar a destruição descontrolada das florestas da região. Voluntários participarão do acampamento e ajudarão também no combate a incêndios florestais e nas pesquisas realizadas sobre a biodiversidade local.
O desmatamento é hoje responsável por aproximadamente um quinto das emissões totais de gases do efeito estufa no planeta. No Brasil, atualmente quarto maior poluidor do clima no mundo, as queimadas são responsáveis por 75% das emissões. O Greenpeace, juntamente com outras oito ONGs brasileiras, propôs um pacto nacional para reduzir a zero o desmatamento na Amazônia – ver
aqui.
O trabalho e a documentação realizados nos próximos meses vão destacar a urgência de se acabar com o desmatamento, impedindo a perda de biodiversidade e combatendo as mudanças climáticas antes das próximas negociações do Protocolo de Kioto, em Bali, em dezembro.
O Greenpeace pede que o governo da Indonésia se comprometa com a moratória do desmatamento e da exploração de madeira; com a revisão da legislação florestal, da governança e do cumprimento da lei; e a implementação de um sistema responsável e justo do uso da terra.
É necessária uma grande ação internacional para acabar com o desmatamento. Este acordo deve ser incluído no segundo período do Protocolo de Kioto. Proteger as florestas significa proteger a biodiversidade, o modo de vida de milhões de pessoas que dependem das florestas e o clima global. Ações para reduzir o desmatamento devem ser parte do “Mandato de Bali”, que deve ter conteúdo, processos e agendas ambiciosos para o próximo período do Protocolo de Kyoto, que deve ser concluído em 2009.
 

Fonte: Greenpeace 

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