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Toalete limpo e respeito ao silêncio: eis os dois marcadores fatais da educação de um povo. Faça o infalível teste. Ao chegar num lugar, uma cidade qualquer, examine esses dois pontos e imediatamente constatará se a gente que lá vive é civilizada ou não.
É claro que existem outras maneiras de se julgar, como, por exemplo, os níveis de cultura, de desemprego, de assistência e serviços de saúde, respeito às leis e ao trânsito, e muitas outras. Mas, banheiro limpo e respeito ao silêncio ainda são mais fáceis de notar.
Neste último fim de semana, por conta de umas urgências profissionais, tive que me recluir e me dedicar ao trabalho. Fui dormir às 3 da madrugada do sábado, bastante cansado por sinal. Mas, como era de um domingo a manhã seguinte, o avançar da hora não preocupou tanto, pois estava assegurada a compensação de um sono a mais.
Ledo engano. Pouco mais de sete horas daquela manhã que se propunha a restaurar minhas forças, chegam-me aos tímpanos, de supetão, uma imensa barulheira recheada de bombas de artifício. Meu Deus do céu,… que absurdo! Será que esqueceram que é justamente num sagrado domingo que as pessoas aproveitam para repousar um pouco mais?…
Que nada… quem se lembra de respeitar alguém num lugar onde não se educou as pessoas para reverenciar as leis? E haja pôu! — pôu! — pôu! — tudo acompanhado pelo berreiro que saía do microfone anunciando algum acontecimento. Depois fiquei sabendo que se tratava de uma “maratona”.
Aí me lembrei de uma que vimos em Berlim, também numa manhã de domingo. Mal saímos do hotel e demos de cara com centenas de galegos correndo no asfalto. E o que logo nos chamou a atenção foi o silêncio com que tudo transcorria, na mais perfeita lição de respeito ao próximo.Depois lembrei das ruas de pedestres, em Bruxelas, onde há pequenas caixas de som fixadas nos postes tocando partitas de Bach, valsas de Strauss, mazurcas de Chopin… Bem baixinho, é óbvio, impingindo aos transeuntes, além de saudável e boa música, um apreciável clima de paz, harmonia e respeito urbano.
Mas não é com sentimento de soberba, inveja, esnobismo ou desprezo à nossa cidade que enalteço tais fatos. É perfeitamente compreensível que em João Pessoa se aja de forma tão desrespeitosa com relação ao silêncio. E aí se embutem dois viscerais motivos: a pura ignorância, a qual devemos perdoar, embora não aceitar, e a total ausência de fiscalização. Qualquer órgão de controle de poluição sonora só age se for provocado ou se receber uma denúncia. Denúncia essa que muitas vezes não é feita por descrença nos seus resultados ou por preservação da integridade pessoal.
Se o poder público investisse em campanhas educativas, assim como desde cedo se educam as crianças européias, se investisse em equipamento e mão de obra capazes de manter fiscalização e rondas de rotina nos bairros da cidade, decerto aos poucos João Pessoa começasse a ficar mais bonita.
Quanto aos sanitários, aí é mais difícil, porque a educação neste caso vem do berço. Que nem todos tiveram o gostinho de possuir, muito menos limpo…

Germano Romero


Publicado no jornal “Correio da Paraíba”, em 18 de outubro de 2007.

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O presidente Lula deu mais um indicativo claro de que pretende turbinar o Programa Nuclear Brasileiro com a assinatura, na quarta-feira, de um acordo de cooperação nuclear entre Brasil, África do Sul e Índia. O anúncio, feito durante viagem à África do Sul, não forneceu detalhes de como o acordo será feito na prática. Declarou-se apenas que será monitorado pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e que terá fins pacíficos.
O posicionamento do presidente Lula está na contramão da tendência mundial de erradicação da utilização desse tipo de energia. Enquanto países como a Alemanha e Espanha se comprometeram com o descomissionamento de suas usinas nucleares, o Brasil declara a retomada do programa nuclear com a construção de Angra 3 e, agora, a assinatura de documentos de cooperação nuclear internacional.
Além do problema ambiental, de insegurança e de proliferação de armas, a energia nuclear é pouco competitiva em termos econômicos. A construção de Angra 3, por exemplo, vai custar R$ 7 bilhões aos cofres públicos, recurso que poderia ser investido na geração e utilização de energias renováveis, com maior eficiência, maior geração de empregos e menor impacto ambiental.
O lixo radioativo produzido pelas usinas é altamente perigoso e seu armazenamento é um problema para o qual não há solução no mundo. Os riscos de acidentes radioativos
foram responsáveis por grandes tragédias como o acidente do Césio, em Goiânia, o de Chernobyl, na Ucrânia, e o de Three Mile Island, nos Estados Unidos, para citar apenas alguns.
O uso da energia nuclear não atende a qualquer finalidade que justifique seus altíssimos custos de ordem econômica, ambiental e social. Esse é um preço que o Brasil não precisa pagar, pois existem energias alternativas, como a eólica, a solar e a proveniente de pequenas centrais hidrelétricas, que são muito mais seguras e limpas.

Fonte: Greenpeace  

O Projeto de Lei 6.424, de 2005, em tramitação na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e encaminhado pelo Presidente da Câmara dos Deputados à Comissão de Agricultura constitui um enorme risco para a integridade dos biomas brasileiros.
O atual código florestal Brasileiro estabelece a necessidade de que cada propriedade rural tenha uma área mínima de florestas e outros ecossistemas naturais conservados. Essa área mínima é a soma das áreas de preservação permanente (como topos de montanha, margens dos rios, lagos e outros cursos d’água) e a área chamada Reserva Legal. A função da Reserva Legal é de manter dentro de cada propriedade, uma percentagem mínima de vegetação nativa, que cumpre uma importante função ecológica como habitat para a biodiversidade e fornece diversos serviços ambientais como o estoque de produtos florestais, controle de pragas e incêndios, melhoria da produção de água; na proteção do solo e corpos d’água evitando erosão e assoreamento; e captação de carbono da atmosfera;
A legislação brasileira estabelece que a área de reserva legal deva ser de 80% na Amazônia Legal, 35% na região de cerrado que esteja nos estados da Amazônia Legal e 20% nas demais regiões do país;
A grande maioria das propriedades rurais brasileiras não possui as áreas de preservação permanente (APPs) e de reserva legal (RL), conforme determina o código florestal. O PL 6424 é uma tentativa de estimular os proprietários rurais a regularizarem sua situação perante o código florestal. A legislação brasileira atual já prevê, em alguns casos específicos, mecanismos de compensação, onde o proprietário compensa o dano ambiental causado em sua propriedade por meio de aquisição direta de uma área com vegetação nativa em região próxima à sua propriedade ou através de cotas de reserva florestal;
O PL 6424 aumenta de forma inconseqüente e sem o devido embasamento técnico-cientifico as formas de compensação, permitindo novos mecanismos que terão um impacto significativo na biodiversidade e conservação das florestas brasileiras e no ordenamento territorial da paisagem rural brasileira.
Propostas de alteração do código floresta devem estar baseadas em critérios objetivos, evitando-se um elevado grau de subjetividade a ser definido por regulamentações posteriores e a transferência da responsabilidade para os estados cuja estrutura de gestão ambiental precária ou inexistente. Aprimorar o Código Florestal, na lógica de otimizar o uso de áreas desmatadas e impedir novos desmatamentos é uma perspectiva positiva do ponto de vista socioambiental. Para tanto, é fundamental que as mudanças consolidem um entendimento comum de valorização da floresta e que estejam de acordo com as expectativas da opinião pública brasileira.
As entidades ambientalistas reconhecem que é indispensável para o país promover o desenvolvimento econômico e a geração de empregos. Combinar esses fatores à conservação dos recursos naturais, garantindo a integridade dos ecossistemas é fundamental para a um desenvolvimento sustentável a longo prazo. Entretanto, a crise climática global e o papel dos desmatamentos na emissão de gases do efeito estufa exigem uma postura enérgica de controle dos desmatamentos e manutenção dos ativos florestais existentes no País. A proposta tal como apresentada, ao contrário, contribui para a redução da cobertura florestal em um momento em que surgem os primeiros sinais de um aumento nos índices de desmatamento ao longo da fronteira agrícola brasileira.
É fundamental que a proposta como um todo seja revista de forma cuidadosa, com um amplo debate envolvendo a sociedade brasileira.

Fonte: Greenpeace  

Rerum Natura Creatix

[Latim]: A Natureza é a
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Constituição Brasileira: Capítulo VI – Artigo 225

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ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.

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