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O presidente Lula deu mais um indicativo claro de que pretende turbinar o Programa Nuclear Brasileiro com a assinatura, na quarta-feira, de um acordo de cooperação nuclear entre Brasil, África do Sul e Índia. O anúncio, feito durante viagem à África do Sul, não forneceu detalhes de como o acordo será feito na prática. Declarou-se apenas que será monitorado pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e que terá fins pacíficos.
O posicionamento do presidente Lula está na contramão da tendência mundial de erradicação da utilização desse tipo de energia. Enquanto países como a Alemanha e Espanha se comprometeram com o descomissionamento de suas usinas nucleares, o Brasil declara a retomada do programa nuclear com a construção de Angra 3 e, agora, a assinatura de documentos de cooperação nuclear internacional.
Além do problema ambiental, de insegurança e de proliferação de armas, a energia nuclear é pouco competitiva em termos econômicos. A construção de Angra 3, por exemplo, vai custar R$ 7 bilhões aos cofres públicos, recurso que poderia ser investido na geração e utilização de energias renováveis, com maior eficiência, maior geração de empregos e menor impacto ambiental.
O lixo radioativo produzido pelas usinas é altamente perigoso e seu armazenamento é um problema para o qual não há solução no mundo. Os riscos de acidentes radioativos
foram responsáveis por grandes tragédias como o acidente do Césio, em Goiânia, o de Chernobyl, na Ucrânia, e o de Three Mile Island, nos Estados Unidos, para citar apenas alguns.
O uso da energia nuclear não atende a qualquer finalidade que justifique seus altíssimos custos de ordem econômica, ambiental e social. Esse é um preço que o Brasil não precisa pagar, pois existem energias alternativas, como a eólica, a solar e a proveniente de pequenas centrais hidrelétricas, que são muito mais seguras e limpas.

Fonte: Greenpeace  

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