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O Greenpeace encaminhou nesta terça-feira carta à presidência do Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) lamentando o fato de a instituição ter se curvado à pressão de madeireiros e cancelado autorização para transportar uma tora de castanheira destinada à exposição sobre a Amazônia no sudeste do país.
A castanheira, espécie protegida por lei, havia sido queimada e derrubada na região de Castelo de Sonhos, oeste do Pará. A autorização para a coleta e transporte havia sido dada ao Greenpeace pelo próprio Ibama, mas foi revogada depois que ativistas da organização foram cercados por cerca de 300 pessoas e forçados a permanecer durante quase dois dias na base do Ibama. A árvore foi entregue aos madeireiros.
Na carta, enviada com cópia a vários ministros e ao governo do Pará, o Greenpeace pede nova autorização para o transporte e garantias de segurança para o deslocamento da árvore. A tora de castanheira é peça fundamental da exposição itinerante “Aquecimento Global: apague essa idéia”, organizada pelo Greenpeace, para mobilizar a opinião pública brasileira em defesa da floresta amazônica e sensibilizá-la sobre o papel do desmatamento nas mudanças climáticas. Três quartos das emissões brasileiras de gases do efeito estufa vêm do desmatamento e das queimadas, principalmente na Amazônia, colocando o Brasil entre os quatro maiores poluidores mundiais do clima.
“Se o governo Lula não consegue nem garantir que uma tora de castanheira – derrubada ilegalmente no Pará – seja transportada com licença oficial e em segurança para ser utilizada em um evento com fins educativos, como pretende convencer a opinião pública mundial de que pode proteger a Floresta Amazônica, parar o desmatamento e evitar o agravamento do aquecimento global?”, é a pergunta deixada por Paulo Adário, coordenador da campanha da Amazônia, do Greenpeace.

Fonte: Greenpeace 

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