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A empresa petrolífera sueca OKQ8 anunciou ontem, que vai abandonar seus planos de usar óleo de palma em seu biodiesel Eco20, evitando assim a destruição de florestas nativas em países como a Indonésia. A decisão acontece pouco depois da longa campanha feita pelo Greenpeace e outros grupos ambientalistas contra a produção de óleo de palma, que promove o desmatamento por queimadas para abrir espaço para imensas plantações.
A empresa OKQ8 foi a primeira petrolífera da Europa a planejar o lançamento de um biodiesel a base de óleo de palma. Antes de tomar a decisão de abandonar o projeto, ativistas do Greenpeace passaram dois dias no QG da OKQ8, estendendo um banner de 70 metros quadrados com a imagem de um orangotango na mira de uma bomba de gasolina, para mostrar a verdadeira face do óleo de palma.
O Greenpeace acha inaceitável a conversão de florestas ou ecossistemas intactos para a produção de etanol ou biodiesel, bem como colocar em risco a produção de alimentos para a geração de combustíveis. O desmatamento é responsável por cerca de 1/5 das emissões globais de gases de efeito estufa. No caso da Indonésia, as altas taxas de conversão de florestas em plantações de óleo de dendê fazem do país um dos maiores emissores mundiais de CO2.
Este é um aviso para o governo brasileiro de que o mercado global pode se fechar para o etanol proveniente de plantações não sustentáveis e que provoquem o desmatamento da Amazônia, já que ele é o responsável por 75% de nossas emissões e nos coloca em quarto lugar entre os maiores emissores. A crescente demanda por etanol pode transformar as plantações de cana em mais um vetor de desmatamento na região.

Fonte: Greenpeace 

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