A publicação das críticas abaixo no jornal “Correio da Paraíba” – na coluna do amigo e jornalista Rubens Nóbrega – fez o Sindicato da Construção Civil de João Pessoa (Sinduscon/JP) trazer, rapidamente, seus argumentos em defesa de suas empresas afiliadas, enaltecer o empresariado que comanda o setor e, obviamente, negar a procedência das críticas recebidas.
Entretanto, os argumentos oferecidos pelo Sinduscon/JP, para tristeza dos que almejam uma mínima qualidade de vida, estão completamente divorciados da nossa realidade. A interface social apregoada seria de fazer inveja às mais civilizadas cidades do mundo e, caso não fosse apenas fruto de um imaginário corporativo, seria motivo do nosso orgulho e de público reconhecimento.
Destacamos um trecho, parte das informações trazidas no texto igualmente publicado na mencionada coluna, que transcrevemos abaixo:

“É objeto, igualmente, de normatização e de intensa fiscalização, inclusive com a necessidade de aprovação prévia do projeto do canteiro de obras junto à Edilidade, a utilização parcial e provisória de parte do passeio público para armazenamento de materiais, devendo restar preservado, em qualquer hipótese, o conforto do transeunte.”

Difícil não ficar sensibilizado com essas diretrizes, que garantem a utilização civilizada e harmoniosa de nossos passeios públicos, apresentada pelo empresariado da construção civil como “parcial”, “disciplinada” e supostamente sob “intensa fiscalização”.
Porém, ao observar as imagens abaixo – reais, vale destacar – teremos a ilustração perfeita de como é, de fato, a utilização desse espaço público e o quanto é difícil enxergar onde e como, o conforto dos transeuntes está sendo preservado.
Ainda que não possamos ilustrar o barulho, já vemos que a verdadeira normatização com que convivemos é outra! Os discursos eloqüentes e elegantes descrevem um universo paralelo. As imagens, por sua vez, são mais sinceras e contundentes. Elas reforçam a convicção de que o desconforto maior não é aquele decorrente da atividade em si, mas sim de outro, causado pelo que podemos chamar – com perdão pelo falso latim – de modus desrespeitandis.
Estamos cansados de receber solidariedade sempre que somos agredidos e que temos nossos direitos desrespeitados. Chega! O que o cidadão de bem desta cidade quer, chama-se respeito!

Tavinho Caúmo

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