Não tem jeito. Apesar de toda a restrição da novíssima legislação eleitoral imposta pelo TSE, já é possível ver, apanhar, identificar e denunciar um outro tipo de sujeira – essa mais literal, física até – na presente campanha.
Digo isso ancorado em observações do ambientalista Tavinho Caúmo, que vez em quando traz auxílio luxuoso à coluna nas questões de sua expertise, para honra do colunista e deleite dos leitores possíveis.
Sua mais recente contribuição baixou no meu i-meio domingo último. Em três partes: a primeira, sobre esvaziamento do Castro Pinto, usei-a anteontem; as outras duas, sobre lixo eleitoral e candidatos pobrinhos, trago hoje. Adiante.

Comparei a sua “lista dos 21” com a minha e vi que discordamos em meia-dúzia de 3 ou 4. Nada além disso. Atrevo-me a dizer que em termos de Aldeia das Neves somos politicamente compatíveis.
Entretanto, a lista começa a mudar diante do abuso na propaganda eleitoral de rua, com suas carreatas barulhentas, absurdas infrações a todas as leis possíveis e imaginárias, carros de som irregulares e sua – já habitual, insuportável e não-combatida por ninguém! – poluição sonora.
Candidatos que estavam na minha lista, começam a perder o seu lugar, devido a sua péssima atitude de desrespeito às leis, visível má educação doméstica e continuada agressão ao cidadão. Tudo agravado pelo comportamento ambientalmente lamentável, que reforça a diferença entre povo politizado e povo politiqueiro.
É com tristeza que incluo aí candidatos ditos “amigos do cidadão” e “defensores da natureza”. Mas, com a graça de Deus, não são “amigos” meus nem “defensores” da mesma Natureza – com n maiúsculo – que eu tento ajudar a preservar.
Espero, e tenho realmente fé, que, chegado o dia da votação, ainda reste ao menos um, dos meus vinte e um, para receber o meu voto.

Rubens Nóbrega, em 03 de setembro de 2008.

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