Do professor e jornalista Arael Menezes, mais um depoimento sobre determinadas empresas que na Capital do Estado podem agredir impunemente o direito e o sossego alheios porque acobertadas pela omissão ou conivência do poder público.

Ainda sobre suas manifestações a respeito de barulho urbano, assinale-se que as autoridades ditas “a quo” parecem completamente insensíveis ao bem estar da população, pois não se vê, em hora algum e em lugar nenhum uma ação efetiva e eficaz para combater esse abuso.
Esta semana, mesmo, lembrei-me desse fato, ao escutar, lá pelas 23 horas, o barulho das betoneiras e dos vibradores que faziam a concretagem da laje de um edifício que está subindo, bem próximo ao que moro, perturbando, naturalmente, a tranqüilidade e o sono de toda a vizinhança, em um procedimento que poderíamos taxar de “ato de barulho anunciado”, parafraseando o livro “Crônica de uma morte anunciada”, pois desde cedo da tarde se viam as máquinas sendo aprestadas e a iluminação feérica necessária ao trabalho noturno sendo instalada.
No fim fica-se a pensar que é uma realidade, aquilo que muitos dizem sobre ser a Paraíba, especialmente João Pessoa, um território livre, uma Tombstone tupiniquim, sem lei e sem ordem.

Rubens Nóbrega, em 04 de dezembro de 2009.

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