Tudo indica que o ano de 2010 se inicia deveras auspicioso para o litoral sul, hoje também conhecido sob a requintada expressão “Costa de Conde”. Já era tempo, convenhamos, pois são indiscutíveis os valores paisagísticos, ambientais, turísticos, tudo o que um município de um país em franco desenvolvimento sonha em dispor.
Para isso convergiram vários setores. Primeiro, a legislação municipal criada para adensar o Altiplano atraiu empreendimentos de bom padrão, edificados sob novo conceito de ocupação do solo racional e sustentável. Em seguida, destaque-se a construção da Estação Ciência que deu continuidade à expansão urbana da área presenteando a cidade com a arquitetura de Niemeyer, num equipamento destinado à arte, cultura e conhecimento. Apesar das críticas, a Estação prova na prática sua utilidade agregada a inquestionável importância turística. Depois veio o desembaraço do Centro de Convenções, equipamento indispensável à projeção e ao desenvolvimento de qualquer capital do mundo.
Aí somaram-se anúncios e prenúncios de retomada de projetos como o Costa do Sol, o Gramame Beach Resort, tudo caminhando para o Conde, que hoje conta com empreendimentos de excelente padrão, como o Mussulo Resort, o Tabatinga Residence, Condomínio Praia do Amor, Vista Morena, Massain, Aruanã, e outros mais.
Imaginem a responsabilidade da prefeitura de lá diante de perspectivas tão alvissareiras, como frisado no início. Responsabilidade que foi avaliada e certamente reconhecida em virtude das medidas tomadas recentemente naquele litoral azul. Como é peculiar aos municípios costeiros do Brasil, a Costa de Conde foi e ainda é mal tratada do ponto de vista ambiental. A falta de leis urbanísticas, de código de obra eficaz, de um plano diretor, tudo deu margem a uma ocupação urbana desordenada, lamentavelmente aliada ao descontrole sobre o meio ambiente. São crônicos os problemas como poluição sonora, bares, barracas e similares que invadiram a beira-mar, coleta de lixo precária e, sobretudo, a ausência de educação ambiental.
Entretanto, tudo parece apontar para um iluminado fim de túnel. A prefeitura de Conde ora elabora projetos de reordenação da orla, efetiva normas para o predador “turismo de um dia”, de controle de veículos pesados à beira-mar – que já a partir de amanhã passam a ter que contribuir com taxas para utilização balneária – aderiu à recomendação da promotoria para controlar o barulho, implementou a coleta de lixo, incluindo a limpeza das áreas marinhas às segundas-feiras, instalou faixas apelando a manter limpas as praias, enfim, está fazendo bem a sua parte.
Decerto, o governo estadual saberá estender mãos e ações para os necessários cuidados com um dos maiores tesouros dos paraibanos: A Costa de Conde!

Germano Romero

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Publicado no jornal “Correio da Paraíba”, em 01 de janeiro de 2010.

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