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usina nuclear

O fantasma da noticiada instalação de seis usinas nucleares assombra o Nordeste brasileiro e reacende o debate sobre a demanda por energia em nosso país. O ponto central é como disponibilizar algo entre 3 e 4 mil megawatts ao ano sem o uso de energia nuclear. Sem dúvida que é um grande desafio para as fontes energéticas alternativas, como a eólica, solar e biomassa, dentre outras.

No Brasil, a tecnologia utilizada na produção de energia nuclear foi implantada nos anos do regime militar e, ainda hoje, sofre os mesmos questionamentos quanto aos custos e riscos desse tipo de geração de energia. Os bilhões de reais investidos na construção de uma usina dessas, que leva quase uma década para entrar em plena produção, os fortes impactos aos ecossistemas afetados, os riscos do transporte de combustível nuclear, as dificuldades de lidar com o descarte dos rejeitos radiativos e as conseqüências trágicas de um possível acidente na central nuclear, são argumentos que nos colocam a favor de matrizes energéticas renováveis, muito mais seguras e limpas.

E, ao contrário do que afirmam os que defendem a energia nuclear como salvação para o impasse vivido desde os apagões, ela não é plenamente sustentável e, tampouco, livre da emissão de gases de efeito estufa. O relatório intitulado “Cortina de Fumaça”, publicado pelo Greenpeace no final de 2007, analisou as emissões de gás carbônico (CO2) nas diversas etapas do ciclo completo da produção de energia nuclear. O estudo atribuiu à usina atômica de Angra 3 um índice de emissões indiretas de CO2 cinco vezes mais alto do que a energia solar ou eólica.

Fica assim, no mínimo, comprovado que a energia nuclear em nada mitiga as mudanças climáticas e que todo o investimento nessa matriz de energia não mantém relação alguma com a eficiência no combate ao aquecimento do planeta. Muito menos num país como o Brasil, dotado de fartos recursos renováveis e de tecnologia para explorá-los e proporcionar o correto e equilibrado desenvolvimento econômico, social e ambiental que o país precisa.

São esses novos modelos energéticos, com custos bem menores e cada vez mais economicamente viáveis, que irão permitir que desenvolvamos uma nova matriz energética, capaz de atender à nossa crescente demanda por energia e, ainda, mitigar parte dos efeitos do aquecimento global. O país pagará por cada megawatt/hora de geração eólica ou de usinas de cogeração a biomassa, a metade do valor de cada outro gerado por usinas nucleares ou térmicas movidas a óleo combustível. E, sem o tremendo passivo ambiental trazido por cada usina nuclear em operação, e que perdura muito além de seu descomissionamento, o qual se dá ao término de sua vida útil, geralmente em torno de 40 anos.

Essa opção que nosso governo vem fazendo pela energia nuclear não é aceitável e é o momento da sociedade brasileira discutir com mais afinco, se quer ou não esse modelo de desenvolvimento para o país. E, quem sabe, possamos garantir que nunca ocorra um Chernobyl nordestino, prevenindo assim, mais uma trágica herança às nossas próximas gerações.

Tavinho Caúmo

Eis que chega Junho, alvissareiro mês de muita canjica, pamonha, folclore e todas as demais tradições juninas. Somente uma – a queima de fogueiras – é questionada atualmente por cidadãos lúcidos que têm preocupações com a agonia da Natureza! Ninguém de bom senso há de discordar que acender fogueiras é um crime, hoje em dia. Até o lúcido arcebispo Dom Aldo, que bate de frente contra os maus costumes, inclusive da igreja católica, escreveu artigo contra a queima de fogueiras juninas. Suas observações têm mais força por partirem de uma autoridade eclesiástica que merece respeito pela significância do cargo e da instituição que representa.

Nesse quesito, mais uma vez, Campina sai na frente de João Pessoa na luta em defesa do meio ambiente. Além da elaboração de um termo de ajuste de conduta entre o MP e órgãos ambientais, que recentemente proibiu a circulação de carros de som em 16 ruas do centro da cidade, foi renovada a campanha contra as fogueiras juninas capitaneada pelo promotor Eulâmpio Duarte, na qual a Curadoria do Meio Ambiente reacende a brilhante campanha “Brinque o São João sem fogueira nem balão”. Que grande lição! Já bastam os maus tratos à Natureza. Já bastam queimadas, fumaça, bombas e desgraça. Ainda são muitos os danos causados ao meio ambiente por estes resquícios de tradição, mais do que suficientes para justificar o movimento campinense. E quem diria, logo em Campina, hein? Por isso que dizem que a capital da Borborema é pioneira em tudo. Apesar de promover o maior São João, eis que Campina grita alertando que já é hora de apagar o fogo e acender uma ótima idéia, uma lição de consciência ecológica com uma campanha que já ecoa nos sentimentos de respeito à Natureza.

Os tempos mudaram. Da Mata Atlântica e sua exuberância original, vista pelos portugueses quando aqui se aboletaram, só restam míseros 4 %? Ninguém liga. Mas já repararam nas montanhas de toros de madeira, cortada para lenha, que são exibidas à venda, na época de São João, em todos os nossos bairros? Uma pena… Dá realmente dó imaginar quantas árvores foram cortadas única e exclusivamente para o deleite inconsequente dos “matutos”.

É hora de revermos conceitos. Antes que seja tarde. Não se pode mais continuar a agir da mesma maneira de anos atrás. Não podemos nos dar ao luxo de certas extravagâncias contraditórias e imprudentes em nome de nenhuma tradição! Pensemos nisso.

Cultivemos as belezas das festas juninas, a riqueza de seu folclore, de sua música, as delícias de sua cozinha, enfim, a confraternização humana e saudável da festa em si. Mas, não esqueçamos de que não se pode mais continuar a agir da mesma maneira de anos atrás.

Germano Romero

Rerum Natura Creatix

[Latim]: A Natureza é a
Criadora das Coisas

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