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A confiança e colaboração de leitores altamente qualificados pontuam entre os resultados mais gratificantes do trabalho que me cabe neste espaço há mais de sete anos. Melhor ainda é saber que todos eles e elas são pessoas da melhor qualidade, o tipo de gente que faz o mais radical dos descrentes voltar a acreditar na raça humana.
O ambientalista Tavinho Caúmo, por exemplo. Dia 5 que vem, ele dará mais uma prova inquestionável de que veio a este mundo para fazer bem aos outros. Na data consagrada à fundação da Freguesia de Nossa Senhora das Neves, Tavinho vai lançar, em manifesto, a Frente Ambientalista Ambientallis.
Idéia simples e fundamental: defender de verdade um meio ambiente ecologicamente equilibrado, saudável e despoluído para todos nós e aqueles que virão depois. Quem conhece Tavinho sabe que sua iniciativa não é retórica nem bossa. Sabe também que ele não faz isso por mero quixotismo. Faz porque acredita e pratica.
E, para conhecer melhor as motivações e objetivos dessa nova empreitada, vale muito a pena reproduzir, a seguir, mensagem que ele me enviou anunciando a novidade.

“Caro Rubens, embora tenhamos estado em boa companhia, seja muitíssimo bem vindo de volta ao batente.
A escolha do jornalista Wellington Farias para ocupar a coluna foi prova – como se preciso fosse – do quanto você respeita seus leitores. Profissional competente e de opiniões qualificadas, WF deixou-me a imagem de uma aura de cidadão de primeira e de gente do bem, tal e qual o tipo que a gente gosta de ter como amigo.
Ao mesmo tempo em que desejei que sua ausência fosse longa, sinal de que o passeio e o descanso seriam muito bem aproveitados, torci pela sua volta antes do início da próxima semana, em virtude do assunto que segue.
Há cerca de seis meses, vimos trabalhando no sentido de criar um movimento, uma frente em defesa de nossos direitos, uma vez que João Pessoa por motivos diversos não tem podido contar com a atuação de suas organizações locais, usualmente sob influência político-partidária, nem desperta o interesse das grandes organizações existentes em nosso país, que tratam de temas de expressão nacional e internacional.
Vivemos de vozes isoladas, emanadas de pessoas sérias que eventualmente recebem pequenos apoios, porém insuficientes para atender ao desejo maior das pessoas de bem de nossa cidade: o cumprimento das leis e respeito ao cidadão.
Nossa tentativa é estabelecer não uma ong burocratizada e engessada por estatutos, mas sim um movimento, uma frente de cunho socioambiental, onde bastam os bons princípios e os legítimos interesses comuns da nossa sociedade.
Essa frente congrega aquilo tudo que temos defendido nos últimos anos, inclusive com o seu precioso apoio e espaço jornalístico. Para que você tome conhecimento das idéias e dos ideais segue em anexo o arquivo com o teor do manifesto, a ser lançado em 5 de agosto próximo.
Gostaria de pedir o seu apoio e cooperação, adesão e divulgação, para que possamos, agora com as vozes mais sincronizadas, continuar nessa interminável busca por uma cidadania plena e abrangente, cada vez mais em alto e bom tom.”

Claro que pode contar comigo, meu caro Tavinho. E aproveito para pedir a outros colunistas, editores, divulgadores, produtores etc., deste e de outros sistemas de comunicação, que também publiquem o manifesto da Ambientallis.
Que divulguem, de preferência, também no 5 de agosto, escolhido pelo autor para o lançamento da frente ambientalista. Naquela data, o manifesto estará à disposição de todos no sítio ambiental.wordpress.com/manifesto.

Combate aos debocis
Registro o recebimento de cópia de i-meio encaminhado por Marcus Antonio Perazzo ao Doutor Carlos Romero, que para minha alegria também tem utilizado o seu requisitado espaço neste jornal para cobrar das autoridades urgentes e enérgicas providências contra os debocis que infernizam o sossego e ouvidos alheios com malas de som a todo volume e impunidade ao gosto.
Perazzo denuncia, particularmente, o que vem acontecendo na maior avenida da Capital, a Epitácio Pessoa, mais precisamente em frente ao Colégio Infantil Evolução, onde um bar ali instalado serve infrações continuadas à Lei do Silêncio e ofensas ao direito de pessoas de bem das imediações dormirem em paz e poderem, no dia seguinte, trabalhar honesta e produtivamente.

Rubens Nóbrega, em 31 de julho de 2010. 

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Uma explosão na plataforma de exploração Deepwater Horizon, no Golfo do México, que matou 11 trabalhadores em 20 de abril, marcou o início de um dos maiores desastres ambientais da história dos Estados Unidos: o vazamento de óleo do poço da British Petroleum, que jorrou durante 85 dias ininterruptos, até ser estancado no último dia 15.

Não existe estatística exata sobre o tamanho do problema, mas calcula-se que cerca de 10 milhões de litros de petróleo por dia, totalizando mais de 700 milhões de litros, tenham sido derramados no Golfo. Entretanto, o acidente e a demora em encontrar uma solução para o problema devem afetar a gigante do setor no longo prazo: no segundo trimestre, a empresa fez uma reserva de US$ 32,2 bilhões em seu balanço para cobrir custos relacionados ao desastre.

Apesar de cerca de 46 mil pessoas e 6.400 navios terem participado dos trabalhos de limpeza, ninguém pode aferir ainda o tamanho exato do prejuízo causado pela British Petroleum, mas o tamanho da mancha, no entanto, está a olhos nus.

Numa simulação onde a mancha foi “arrastada” por um mapa e colocada bem em cima da Paraíba, dá para ver que, se fosse aqui, o nosso estado estaria transbordando óleo.

Fonte: Greenpeace e http://www.ifitwasmyhome.com/

touradas

O Parlamento catalão aprovou nesta quarta-feira (28/07/2010) com 68 votos a favor, 55 contra e 9 abstenções o decreto de proteção dos animais, que implica na proibição das touradas nesta próspera região da Espanha, a partir de 2012.

O decreto aprovado foi fruto de uma Iniciativa Legislativa Popular (ILP), com 180 mil assinaturas,  apresentada em dezembro passado pelos opositores das touradas, que consideram essa prática uma barbárie, convertendo-se na segunda região espanhola a proibir sua realização depois das Ilhas Canárias, em 1991.

Simpatizantes e opositores estavam mobilizados desde ontem, aguardando a disputa que prometia ser acirrada. Os admiradores das touradas defendiam uma tradição cultural enquanto que os adversários reclamavam o fim da tortura contra os animais.

“As touradas são um espetáculo da tortura”, afirmou o porta-voz do grupo verde Iniciativa Per Catalunya – Els Verds (ICV-EUIA). Para a organização AnimaNaturalis trata-se de um primeiro passo para a abolição das touradas em todo o mundo.

A atriz francesa Brigitte Bardot, famosa por sua defesa dos direitos dos animais, também comemorou a decisão.

“É uma vitória da democracia sobre os lobbies taurinos. Uma vitória da dignidade sobre a crueldade. A tourada é de um sadismo incrível. Já não estamos nos jogos circenses e é necessário pôr um fim imediato a esta tortura animal”, afirmou a atriz em um comunicado.

A votação aconteceu num contexto complicado para o setor “taurino” na Espanha, que gera cerca de 40 mil empregos e bilhões de euros por ano, e que vem sentindo efeitos negativos desde 2009 por causa da crise econômica. Porém os opositores à “corrida”, cada vez mais numerosos na Catalunha e apoiados por organizações internacionais de defesa dos animais, relembram que esta tradição está perdendo força na região, onde apenas a Praça Monumental de Barcelona continua a organizar touradas.

Isso representa um momento histórico para a campanha ‘Cultura sem Crueldade’, organizada pela WSPA e pela Associação de Defesa dos Direitos dos Animais.

De acordo com uma pesquisa de opinião encomendada pela WSPA e pela ADDA em dezembro de 2005, o divertimento das touradas não compensam o sofrimento causado aos animais. A pesquisa demonstrou que uma porcentagem esmagadora dos pesquisados (94%), concorda que a tortura e sofrimento de animais nas touradas têm que parar.

Fonte: Parlament de Catalunya – Barcelona

Ontem, pela manhã, passou um carro de propaganda política aqui perto de onde eu moro que quase botava o prédio abaixo. E, pela primeira vez, lamentei não ser surdo. Sim, porque vai chegar o dia em que só os surdos suportarão a barulheira, seja de propaganda política, seja comercial. E, aqui para nós, a propaganda política não deixa de ser comercial, com a diferença de que esta se refere a produtos, serviços, enquanto aquela alardeia candidaturas. E se o candidato permite tal abuso é por que só pensa nele e esquece os outros, principalmente os que estão nos hospitais ou repousam em suas casas, sejam renascidos, sejam idosos.
Aí vem esta indagação: por que nas metrópoles civilizadas do chamado Primeiro Mundo, não ocorrem tais aberrações sonoras? Mas a resposta vem em cima da bucha: tudo é uma questão de educação, de respeito ao direito alheio, de cumprimento da lei. Vá ver que lá a educação em prol do silêncio começa nas escolas primárias.
O barulho é uma excrescência, uma estupidez, um escândalo, uma falta de vergonha que merece pronta intervenção do poder público, sobretudo do Ministério Publico, que ainda é um órgão capaz de zelar pelo cumprimento da lei, e lei é o que não falta coibindo o abuso da poluição sonora. Mil vezes a propaganda através de outdoor do que através do barulho.
Confesso que estou envergonhado com o que ouvi, aqui em Tambaú, esta manhã. Esquecem os que patrocinam esses escândalos sonoros que o silêncio é uma necessidade vital. Vejam se Natureza faz barulho, vejam se há barulho nesta fábrica que se chama corpo humano, veja se os pulmões, o coração, o sangue emitem qualquer ruído.
E que dizer das árvores, do sol, das estrelas, do mar, que não faz barulho e sim marulho que é um bálsamo.
O pior é que a propaganda sonora já está sendo utilizada por esses carrinhos de mão, vendedores de CDs, destrindo estupidamente o silêncio.
Curioso é que me levantei hoje relendo alguns tópicos de Camus, que no romance “A Peste” escreveu o seguinte: “Como imaginar uma cidade sem pombos, sem árvores e sem jardins, onde não se encontra o rumor de asas, nem o sussurro das folhas. Em suma, um lugar silencioso?”. Acontece que a peste, no romance, destruiu uma cidade. Ora, ora, imaginem se Camus estivesse morando em João Pessoa! A peste que ele testemunharia seria outra. A peste do barulho. É esta peste que está arrasando nossa cidade com a complacência cínica das autoridades…

Carlos Romero

 . 

Publicado no jornal “Correio da Paraíba”, em 28 de julho de 2010.

Em final de junho último, uma equipe de voluntários do Projeto Baleia Franca (PBF) avistou as primeiras mães que vieram à costa brasileira a fim de ter os seus filhotes em paz.

A espécie Franca, do inglês “Right Whale”, recebeu este nome de antigos caçadores, por ser uma espécie “certa” de se capturar, devido à sua baixa velocidade, o que levou a espécie às proximidades da extinção. 

Desde 1986, a moratória de pesca de baleias, proposta pela Comissão Internacional Baleeira (CIB), tem garantido certa tranqüilidade para estes animais. Tranqüilidade esta que só será total quando os países baleeiros (Islândia, Japão e Noruega) largarem sua prática criminosa, deixando estes mamíferos fora dos alvos de seus arpões.

O Japão mantém um programa de “pesca científica” que mata mil baleias todo ano, sob a vergonhosa desculpa de manter estudos cujo intuito seria a proteção destas espécies. As carnes dessas baleias, no entanto,  não param de chegar aos pratos dos japoneses, como bem documentaram Junichi Sato e Toru Suzuki, há dois anos, quando desvendaram os crimes da indústria baleeira japonesa.  Alvo de um processo judicial pela denúncia do crime, os dois ativistas ainda aguardam sua sentença marcada, para o dia 6 de setembro.

As baleias Francas devem ficar nas proximidades da costa de Santa Catarina até novembro quando, então, se dirigirão junto de seus filhotes às águas da Antártida para se alimentarem.

Fonte: Mikael Freitas, da campanha de Oceanos do Greenpeace

A proposta do novo Código Florestal, aprovado pela comissão especial da Câmara dos Deputados, deixa bosques e florestas à mercê do desmatamento.

Veja quem votou contra e a favor do relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB).

 Quem votou pela mudança do Código Florestal:
Aldo Rebelo Aldo Rebelo (PCdoB-SP)
E-mail: dep.aldorebelo@camara.gov.br
Página na Câmara dos Deputados
Anselmo Anselmo de Jesus (PT-RO)
E-mail: dep.anselmodejesus@camara.gov.br
Página na Câmara dos Deputados
Duarte Nogueira Duarte Nogueira (PSDB-SP)
E-mail: dep.duartenogueira@camara.gov.br
Página na Câmara dos Deputados
Eduardo Eduardo Seabra (PTB-AP)
E-mail: dep.eduardoseabra@camara.gov.br
Página na Câmara dos Deputados
Ernandes Amorim Ernandes Amorim (PTB-RO)
E-mail: dep.ernandesamorim@camara.gov.br
Página na Câmara dos Deputados
Homero Homero Pereira (PR-MT)
E-mail: dep.homeropereira@camara.gov.br
Página na Câmara dos Deputados
Luis Carlos Luis Carlos Heinze (PP-RS)
E-mail: dep.luiscarlosheinze@camara.gov.br
Página na Câmara dos Deputados
Marcos Montes Marcos Montes (DEM-MG)
E-mail: dep.marcosmontes@camara.gov.br
Página na Câmara dos Deputados
Moacir Michelleto Moacir Micheletto (PMDB-PR)
E-mail: dep.moacirmicheletto@camara.gov.br
Página na Câmara dos Deputados
Moreira Mendes Moreira Mendes (PPS-RO)
E-mail: dep.moreiramendes@camara.gov.br
Página na Câmara dos Deputados
Paulo Piau Paulo Piau (PPS-MG)
E-mail: dep.paulopiau@camara.gov.br
Página na Câmara dos Deputados
Reinholds Stephanes Reinhold Stephanes (PMDB-PR)
E-mail: dep.reinholdstephanes@camara.gov.br
Página na Câmara dos Deputados
Valdir Colatto Valdir Colatto (PMDB-SC)
E-mail: dep.valdircolatto@camara.gov.br
Página na Câmara dos Deputados
  

Quem votou contra a mudança do Código Florestal:

Dr. Rosinha Dr. Rosinha (PT-PR)
E-mail: dep.dr.rosinha@camara.gov.br
Página na Câmara dos Deputados
Ivan Valente Ivan Valente (PSOL-SP)
E-mail: dep.ivanvalente@camara.gov.br
Página na Câmara dos Deputados
Sarney Filho Sarney Filho (PV-MA)
E-mail: dep.sarneyfilho@camara.gov.br
Página na Câmara dos Deputados
Ricardo Tripuli Ricardo Tripoli (PSDB-SP)
E-mail: dep.ricardotripoli@camara.gov.br
Página na Câmara dos Deputados
Rodrigo Rollemberg Rodrigo Rollemberg (PSB-DF)
E-mail: dep.rodrigorollemberg@camara.gov.br
Página na Câmara dos Deputados

 

Fonte: Greenpeace

No dia em que – finalmente – o interminável vazamento de óleo no Golfo do México parece ter sido contido, eis que o buraco reabre em outro lugar. Dois dutos explodiram em Dailan, na província de Liaoning, na China, liberando 1.500 toneladas de óleo, suficiente para submergir funcionários que tentavam conter a explosão. Um ainda está desaparecido.

O Greenpeace pede pela transição da matriz energética petrolífera – suja e perigosa, para as renováveis, limpas e seguras, além de moratória de exploração em alto mar, onde os riscos ainda não são calculáveis.

Fonte: Greenpeace

A temporada das queimadas já começou na Amazônia. Quando os meses de junho e julho despontam no calendário, a chuva dá uma trégua, a região fica seca e a fumaça começa a aparecer nos céus. Geralmente, ela quer dizer uma coisa: tem gente “limpando” o terreno para a agropecuária.

Se as queimadas são comuns pelo segundo semestre, este ano a fumaceira começou mais cedo. Só no Mato Grosso, o número de focos registrados por satélite chegou a 2146 até o último mês. O número é quase o dobro do que ocorreu em 2008 e 2009 no mesmo período. Com o início da temporada da seca, a curva deve aumentar vertiginosamente nos próximos meses (o gráfico abaixo mostra os focos captados até o dia 6 de julho de 2010).

Os motivos para tanto fogo este ano podem ser vários. O Plano Nacional de Combate ao Desmatamento perdeu importância no governo, os órgãos ambientais federais ficaram bons meses em greve e as eleições estão aí: o que tem de gente fazendo vista grossa para crimes ambientais, em busca de voto, não está no gibi. Enquanto isso, no Congresso, a bancada ruralista já deu o primeiro passo para detonar o Código Florestal, lei que protege nossas matas há décadas.

Por essa trilha, as emissões de CO2 não têm hora para acabar. E aí vai ser difícil explicar ao mundo esse aumento na COP-16, que acontece em dezembro no México. Na última Conferência do Clima (COP-15), Lula anunciou aos quatro ventos que o Brasil reduziria significativamente suas emissões e, para isso, a preservação das florestas brasileiras teria de ser prioridade. Não é o que se vê…

Fonte: Greenpeace

Rerum Natura Creatix

[Latim]: A Natureza é a
Criadora das Coisas

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Constituição Brasileira: Capítulo VI – Artigo 225

Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se
ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.

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