Em final de junho último, uma equipe de voluntários do Projeto Baleia Franca (PBF) avistou as primeiras mães que vieram à costa brasileira a fim de ter os seus filhotes em paz.

A espécie Franca, do inglês “Right Whale”, recebeu este nome de antigos caçadores, por ser uma espécie “certa” de se capturar, devido à sua baixa velocidade, o que levou a espécie às proximidades da extinção. 

Desde 1986, a moratória de pesca de baleias, proposta pela Comissão Internacional Baleeira (CIB), tem garantido certa tranqüilidade para estes animais. Tranqüilidade esta que só será total quando os países baleeiros (Islândia, Japão e Noruega) largarem sua prática criminosa, deixando estes mamíferos fora dos alvos de seus arpões.

O Japão mantém um programa de “pesca científica” que mata mil baleias todo ano, sob a vergonhosa desculpa de manter estudos cujo intuito seria a proteção destas espécies. As carnes dessas baleias, no entanto,  não param de chegar aos pratos dos japoneses, como bem documentaram Junichi Sato e Toru Suzuki, há dois anos, quando desvendaram os crimes da indústria baleeira japonesa.  Alvo de um processo judicial pela denúncia do crime, os dois ativistas ainda aguardam sua sentença marcada, para o dia 6 de setembro.

As baleias Francas devem ficar nas proximidades da costa de Santa Catarina até novembro quando, então, se dirigirão junto de seus filhotes às águas da Antártida para se alimentarem.

Fonte: Mikael Freitas, da campanha de Oceanos do Greenpeace

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