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touradas

O Parlamento catalão aprovou nesta quarta-feira (28/07/2010) com 68 votos a favor, 55 contra e 9 abstenções o decreto de proteção dos animais, que implica na proibição das touradas nesta próspera região da Espanha, a partir de 2012.

O decreto aprovado foi fruto de uma Iniciativa Legislativa Popular (ILP), com 180 mil assinaturas,  apresentada em dezembro passado pelos opositores das touradas, que consideram essa prática uma barbárie, convertendo-se na segunda região espanhola a proibir sua realização depois das Ilhas Canárias, em 1991.

Simpatizantes e opositores estavam mobilizados desde ontem, aguardando a disputa que prometia ser acirrada. Os admiradores das touradas defendiam uma tradição cultural enquanto que os adversários reclamavam o fim da tortura contra os animais.

“As touradas são um espetáculo da tortura”, afirmou o porta-voz do grupo verde Iniciativa Per Catalunya – Els Verds (ICV-EUIA). Para a organização AnimaNaturalis trata-se de um primeiro passo para a abolição das touradas em todo o mundo.

A atriz francesa Brigitte Bardot, famosa por sua defesa dos direitos dos animais, também comemorou a decisão.

“É uma vitória da democracia sobre os lobbies taurinos. Uma vitória da dignidade sobre a crueldade. A tourada é de um sadismo incrível. Já não estamos nos jogos circenses e é necessário pôr um fim imediato a esta tortura animal”, afirmou a atriz em um comunicado.

A votação aconteceu num contexto complicado para o setor “taurino” na Espanha, que gera cerca de 40 mil empregos e bilhões de euros por ano, e que vem sentindo efeitos negativos desde 2009 por causa da crise econômica. Porém os opositores à “corrida”, cada vez mais numerosos na Catalunha e apoiados por organizações internacionais de defesa dos animais, relembram que esta tradição está perdendo força na região, onde apenas a Praça Monumental de Barcelona continua a organizar touradas.

Isso representa um momento histórico para a campanha ‘Cultura sem Crueldade’, organizada pela WSPA e pela Associação de Defesa dos Direitos dos Animais.

De acordo com uma pesquisa de opinião encomendada pela WSPA e pela ADDA em dezembro de 2005, o divertimento das touradas não compensam o sofrimento causado aos animais. A pesquisa demonstrou que uma porcentagem esmagadora dos pesquisados (94%), concorda que a tortura e sofrimento de animais nas touradas têm que parar.

Fonte: Parlament de Catalunya – Barcelona

Ontem, pela manhã, passou um carro de propaganda política aqui perto de onde eu moro que quase botava o prédio abaixo. E, pela primeira vez, lamentei não ser surdo. Sim, porque vai chegar o dia em que só os surdos suportarão a barulheira, seja de propaganda política, seja comercial. E, aqui para nós, a propaganda política não deixa de ser comercial, com a diferença de que esta se refere a produtos, serviços, enquanto aquela alardeia candidaturas. E se o candidato permite tal abuso é por que só pensa nele e esquece os outros, principalmente os que estão nos hospitais ou repousam em suas casas, sejam renascidos, sejam idosos.
Aí vem esta indagação: por que nas metrópoles civilizadas do chamado Primeiro Mundo, não ocorrem tais aberrações sonoras? Mas a resposta vem em cima da bucha: tudo é uma questão de educação, de respeito ao direito alheio, de cumprimento da lei. Vá ver que lá a educação em prol do silêncio começa nas escolas primárias.
O barulho é uma excrescência, uma estupidez, um escândalo, uma falta de vergonha que merece pronta intervenção do poder público, sobretudo do Ministério Publico, que ainda é um órgão capaz de zelar pelo cumprimento da lei, e lei é o que não falta coibindo o abuso da poluição sonora. Mil vezes a propaganda através de outdoor do que através do barulho.
Confesso que estou envergonhado com o que ouvi, aqui em Tambaú, esta manhã. Esquecem os que patrocinam esses escândalos sonoros que o silêncio é uma necessidade vital. Vejam se Natureza faz barulho, vejam se há barulho nesta fábrica que se chama corpo humano, veja se os pulmões, o coração, o sangue emitem qualquer ruído.
E que dizer das árvores, do sol, das estrelas, do mar, que não faz barulho e sim marulho que é um bálsamo.
O pior é que a propaganda sonora já está sendo utilizada por esses carrinhos de mão, vendedores de CDs, destrindo estupidamente o silêncio.
Curioso é que me levantei hoje relendo alguns tópicos de Camus, que no romance “A Peste” escreveu o seguinte: “Como imaginar uma cidade sem pombos, sem árvores e sem jardins, onde não se encontra o rumor de asas, nem o sussurro das folhas. Em suma, um lugar silencioso?”. Acontece que a peste, no romance, destruiu uma cidade. Ora, ora, imaginem se Camus estivesse morando em João Pessoa! A peste que ele testemunharia seria outra. A peste do barulho. É esta peste que está arrasando nossa cidade com a complacência cínica das autoridades…

Carlos Romero

 . 

Publicado no jornal “Correio da Paraíba”, em 28 de julho de 2010.

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