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Eis que chega Junho, alvissareiro mês de muita canjica, pamonha, folclore e todas as demais tradições juninas. Somente uma – a queima de fogueiras – é questionada atualmente por cidadãos lúcidos que têm preocupações com a agonia da Natureza! Ninguém de bom senso há de discordar que acender fogueiras é um crime, hoje em dia. Até o lúcido arcebispo Dom Aldo, que bate de frente contra os maus costumes, inclusive da igreja católica, escreveu artigo contra a queima de fogueiras juninas. Suas observações têm mais força por partirem de uma autoridade eclesiástica que merece respeito pela significância do cargo e da instituição que representa.

Nesse quesito, mais uma vez, Campina sai na frente de João Pessoa na luta em defesa do meio ambiente. Além da elaboração de um termo de ajuste de conduta entre o MP e órgãos ambientais, que recentemente proibiu a circulação de carros de som em 16 ruas do centro da cidade, foi renovada a campanha contra as fogueiras juninas capitaneada pelo promotor Eulâmpio Duarte, na qual a Curadoria do Meio Ambiente reacende a brilhante campanha “Brinque o São João sem fogueira nem balão”. Que grande lição! Já bastam os maus tratos à Natureza. Já bastam queimadas, fumaça, bombas e desgraça. Ainda são muitos os danos causados ao meio ambiente por estes resquícios de tradição, mais do que suficientes para justificar o movimento campinense. E quem diria, logo em Campina, hein? Por isso que dizem que a capital da Borborema é pioneira em tudo. Apesar de promover o maior São João, eis que Campina grita alertando que já é hora de apagar o fogo e acender uma ótima idéia, uma lição de consciência ecológica com uma campanha que já ecoa nos sentimentos de respeito à Natureza.

Os tempos mudaram. Da Mata Atlântica e sua exuberância original, vista pelos portugueses quando aqui se aboletaram, só restam míseros 4 %? Ninguém liga. Mas já repararam nas montanhas de toros de madeira, cortada para lenha, que são exibidas à venda, na época de São João, em todos os nossos bairros? Uma pena… Dá realmente dó imaginar quantas árvores foram cortadas única e exclusivamente para o deleite inconsequente dos “matutos”.

É hora de revermos conceitos. Antes que seja tarde. Não se pode mais continuar a agir da mesma maneira de anos atrás. Não podemos nos dar ao luxo de certas extravagâncias contraditórias e imprudentes em nome de nenhuma tradição! Pensemos nisso.

Cultivemos as belezas das festas juninas, a riqueza de seu folclore, de sua música, as delícias de sua cozinha, enfim, a confraternização humana e saudável da festa em si. Mas, não esqueçamos de que não se pode mais continuar a agir da mesma maneira de anos atrás.

Germano Romero

É realmente incrível como se exacerbam os debates que tratam das irregularidades ambientais envolvendo empresas privadas que promovem emprego, geram renda, contribuem para o desenvolvimento urbano, sejam construindo ruas, hospitais, maternidades, casas populares ou prédios de luxo.

Entretanto, quando a discussão se dá a respeito da degradação do meio ambiente nas beiras de praia e rios, comumente infestadas de barracas e casebres construídos sob as piores condições humanas, ambientais e poluindo tudo com esgoto e fezes, quase ninguém se pronuncia. É como se somente os impactos causados pelos “ricos” interessassem ao debate e às críticas.

Senão vejamos: todos se regozijam com a idéia de proibir quadriciclos nas vias públicas e se calam mediante as chicotadas e maus tratos a que são submetidos os burricos de carroça. Outro dia, fui reclamar de um rapazote que chicoteava exageradamente um jumentinho, no meio da rua, que parecia estar cansado, pois não mais atendia à velocidade exigida pelo algoz, e me surpreendi com a grosseira reação do reclamado. Tal cena acontece diariamente, sobretudo perto dos mercados de bairros periféricos, mas não se ouve falar de protesto algum em nenhum setor da mídia.

Congratulam-se com a ideia de demolição de prédios “irregulares” edificados próximos ao aeroclube, comentada recentemente no grupo de discussão ambientalista “PMAPB”. Aplaudiu-se o famigerado embargo da construção de um hotel próximo ao Bargaço, mas calam-se diante da constante proliferação de barracas em terrenos de marinha, no litoral sul e norte.

Insurgem-se contra a invasão de área de mangue por um shopping center, mas postam-se indiferentes aos imensos manguezais que morrem contaminados em nossa cidade, ao longo do Rio Sanhauá, desde o Porto do Capim, Ilha do Bispo até a Praia de Jacaré e ilhas adjacentes. Criticam-se os mega-shows barulhentos em Intermares e Jacaré e nada se faz contra a terrível e permanente poluição sonora provocada pelos carrinhos de DVD-pirata (que cometem crime duplo), e pelos veículos de propaganda que diuturnamente circulam perturbando o sossego alheio em todos os bairros.

Muitos se opõem aos quiosques e jardins que proprietários de casas à beira-mar do Bessa e Camboinha cercam e preservam com tanto cuidado, mas se omitem diante das inúmeras invasões de todo tipo de bar e choupanas, do Seixas à Penha, Jacarapé, Gramame, Praia do Amor, Jacumã, até Coqueirinho…

Enfim, não há algo errado em nossas preocupações e discussões ambientais?… Será que as posições ideológicas, socialistas, políticas, ou pessoais estão se sobrepondo aos verdadeiros interesses de preservar a Natureza? Ou são só discriminações?…

Germano Romero

 

Publicado no jornal “Correio da Paraíba”, em 26 de fevereiro de 2010.

Rerum Natura Creatix

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